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sábado, 20 de fevereiro de 2010

CDS/Partido Popular esta semana no "Notícias de Almada"



Crónica do deputado municipal Fernando Pena esta semana no "Notícias de Almada"

ALMADA ESCONDIDA

O leitor já ouviu falar do Vale da Sobreda? O leitor já esteve no Vale da Sobreda? Fica o desafio – que como se verá exige uma certa temeridade – de visitar esta porção proscrita do concelho de Almada. Pelos vistos, também a Câmara Municipal parece não conhecer a realidade que aflige há muitos anos gente que também é cidadã de Almada, que também trabalha, que também paga os seus impostos e taxas.

Mas o Vale da Sobreda não faz parte das festas, dos discursos e fogos-de-artifício, dos anúncios televisivos, do Boletim Municipal e da propaganda oficial. É uma Almada escondida, esquecida, que envergonha, que foi empurrada para um recanto esconso das preocupações políticas. Na emergência do século XXI, as condições de vida que vêem no Vale da Sobreda são próprias dos arrabaldes do terceiro mundo.

No Vale da Sobreda não há transportes públicos. No Vale da Sobreda os táxis não entram dado o estado do pavimento. No Vale da Sobreda crianças têm de percorrer a pé 3 km para irem à escola, em caminhos de cabra quase intransitáveis. No Vale da Sobreda o centro de saúde fica a 4 km de distância e os idosos que vão a consultas usam carrinhas cedidas pelo centro paroquial, veículos de familiares ou de vizinhos, ou então têm de caminhar essa distância. No Vale da Sobreda, aliás, há idosos praticamente sequestrados em casa.

No Vale da Sobreda não existe saneamento básico, embora ele seja cobrado aos habitantes na factura mensal. No Vale da Sobreda as raras ruas asfaltadas são pagas pelas comissões de moradores. No Vale da Sobreda muitas ruas não têm nome, e a maioria das que o têm é completamente desconhecida das Autoridades e Bombeiros.

No Vale da Sobreda o lixo e o entulho acumula-se pelas ruas. No Vale da Sobreda matilhas de cães ameaçam os habitantes. No Vale da Sobreda um dia de chuva significa charcos, lama abundante e muitos mais buracos. No Vale da Sobreda há casas devolutas, obras embargadas, despojos de edifícios, pessoas desanimadas.

No Vale da Sobreda, casas senhoriais históricas, de fidalgos e morgados, estão em ruínas e servem de abrigo a traficantes de droga. No Vale da Sobreda, quintas antigas de elevado valor agrícola estão abandonadas. No Vale da Sobreda, o património foi esquecido, esmagado, condenado ao desaparecimento. No Vale da Sobreda é também a memória de uma terra que se espezinha.

O Vale da Sobreda é um triste exemplo da estratégia de um poder autárquico que vive da propaganda, de uma rede de dependências e da especulação imobiliária, num planeamento do território retalhado e incoerente.

A regeneração urbanística e viária é urgente e deve obedecer a bons critérios que permitam a valorização futura da zona. Elementos de atracção de investimento devem envolver a recuperação do património histórico, a criação de uma centralidade cultural inovadora, a promoção de turismo de habitação e a valorização paisagística de todo o vale, integrando as áreas agrícolas férteis numa estrutura ecológica contínua. A criação de um corredor verde da Cova da Piedade à Charneca de Caparica, conforme a proposta eleitoral do CDS, integraria o Vale da Sobreda numa solução moderna de ordenamento do território.

Afinal, não foi esta Câmara Municipal que anunciou querer uma cidade mais sustentável, solidária e eco-eficiente?

Em qual destas linhas estratégicas caberá o Vale da Sobreda?




sábado, 6 de fevereiro de 2010

Programa Polis - Praias Urbanas


O CDS/Partido Popular foi convidado a estar presente na reunião de trabalho de apresentação da alteração do Plano de Pormenor das Praias Urbanas, que se realizará na próxima segunda-feira dia 08 de Fevereiro.
De relembrar que a zona costeira da Costa da Caparica vive anual e constantemente em sobressalto, devido ao avançar continuo e rápido do mar que engole cada vez mais as areias e terra da Costa da Caparica.
É uma situação que o partido está muito preocupado pois, já não basta a paupérrima intervenção da câmara e do estado naquela zona do concelho como agora e também, por muito erro humano, a própria Natureza se encarrega de criar dificuldades.
Contamos com o apoio dos militantes da Costa da Caparica, nesta causa do partido.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Vergonha no campo do Almada Atlético Clube


Decorria no passado sábado no campo do Almada Atlético Clube em juvenis, o Almada-Trafaria, quando um dos jovens jogadores se lesiona. Foi assistido de imediato pelo massagista mas a lesão era mais grave do que parecia, pois o jogador tinha uma fractura na perna. Teve ai a primeira assistência mas havia necessidade devido à gravidade da lesão ser transportado de urgência para o hospital.
No decorrer do mesmo encontro eis que se dá outra situação, essa sim bem mais grave e de contornos escandalosos e vergonhosos quer para o desporto quer para a própria cidade.
Um dos jogadores sente-se mal, e necessita de uma intervenção rápida e de muita urgência, pois estava segundo parece com problemas cardiovasculares e com sintomas de paragem cardíaca. Ora, já se sabe que equipamento adequado e meios de intervenção de urgência pouco ou nada existem nos recintos desportivos e muito menos em clubes que já de si, têm dificuldades em manter as portas abertas, quanto mais poderem suportar esses mesmos custos.
O problema por si só já é de uma gravidade extrema mas aumenta ainda mais, com a situação que se passou a seguir. O jovem caído no chão com um problema gravíssimo ao qual por muita experiência e boa vontade de quem fez a primeira assistência tenha, não é suficiente se não chegar rapidamente uma ambulância onde possam ser dados devidamente os primeiros socorros.
Acontece que a ambulância por muitos telefonemas que fossem feitos para os bombeiros de Almada, a resposta dos mesmo, era sempre a mesma ou seja, que não havia de momento ambulâncias ao dispor(!!).
O caso é bastante grave, o jogo esteve parado quase uma hora, com jogadores, e pais em extrema aflição pois a ajuda tardava em chegar pela falta de ambulâncias naquele momento. Lembramos que no balneário esperava também por uma urgência outro jovem com a perna partida e cheio de dores.
Parece que o caso só foi potencialmente resolvido porque um dos agentes de autoridade de serviço ao jogo tinha um conhecimento qualquer nos bombeiros do Seixal, e que profissionalmente vieram desse concelho para auxiliar o que era impossível fazer pelos bombeiros de Almada naquela tarde de sábado.
Essa mesma ambulância dos bombeiros do Seixal serviu assim para dar assistência a dois feridos ao mesmo tempo.

Isto levanta-nos aqui algumas interrogações; ainda há uns meses no decorrer da pré-campanha para as eleições o CDS/Partido Popular teve uma reunião com a direcção dos Bombeiros Voluntários de Almada, e salvo erro não nos parece que a falta de meios em termos de viaturas de socorro fosse o grande problema da mesma corporação, inclusivamente foi nos indicado que a Câmara Municipal de Almada em muito ajudava os mesmos.
Não entendemos bem o que se possa ter passado, é certo que nada impede que muitos fenómenos de urgência sejam pedidos ao mesmo tempo; pode com certeza acontecer, mas num sábado soalheiro, onde segundo se parece não se registaram muitos acidentes, o estado do tempo era razoável, demora cerca de uma hora para haver uma ambulância? E não era possível vir uma ambulância de Cacilhas, ou da Trafaria?

Algo de muito grave se passou nesse mesmo sábado para não haver uma prontidão de socorro para aqueles dois jovens, um deles em potencial risco de vida.
A concelhia do partido junta-se à petição OnLine sobre a obrigatoriedade de presença de desfibradores nos recintos desportivos e outros locais de grande aglomeração populacional, tal qual a comparticipação por parte do estado e das autarquias de ambulâncias e primeiros socorros onde haja práctica e realização de eventos desportivos.

Só com melhores condições se pode proporcionar que haja cada vez mais jovens e mais gente a praticar desporto, para que cada vez mais o desporto seja um bem-estar de saúde para cada cidadão, e ao fim ao cabo de toda a sociedade. É urgente criar essas condições.

Será que o comité organizativo do Mundial de Futebol 2018 sabe que as condições de urgência em Portugal no sécXII são assim tão débeis?

Fica o alerta.