sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Reforma Administrativa Local - Freguesias de Almada



A tão esperada sessão de Assembleia Municipal de Almada (AMA) extraordinária para discussão da Reforma Administrativa Territorial de Almada realizou-se, finalmente, para se apurarem as posições oficialmente como manda a lei, dos partidos políticos que compõem a AMA.

Uma nota que não podemos deixar passar em branco, é a falta de respeito, de educação e civismo, tal como podemos mesmo arriscar, a tentativa de boicotar as vozes incomodas dos intervenientes que apoiam a reforma administrativa por parte de alguns cidadãos que se deslocaram para assistirem à discussão do plenário local. Recorde-se que no articulado de normas que especificam os direitos e deveres dos cidadãos no seu exercício da democracia participativa (sob consulta na página da AMA), o ponto III referentes as reuniões públicas (Normas de Permanência dos Cidadãos) obriga o seguinte:

1 - As sessões de assembleia são públicas
2 - A nenhum cidadão é permitido, a qualquer pretexto, interromper os trabalhos das reuniões ou perturbar a ordem da assembleia, intrometer-se nas discussões ou aplaudir ou reprovar as opiniões emitidas, votações feitas e as deliberações tomadas, sujeitando-se os infractores às sanções previstas na lei.
3 - Em caso de quebra de disciplina ou da ordem cabe ao Presidente, sem prejuízo do número anterior, mandar sair do local da reunião o prevaricador, sob pena de desobediência nos termos da lei pena. 

Pode-se até compreender uma determinada benevolência por parte de quem dirige os trabalhos da AMA, mas, no nosso entendimento, a última assembleia viu excedida de forma abusiva os à partes e mesmos alguns impropérios por parte de quem assistia à mesma, tendo o deputado municipal do CDS-PP Fernando Pena, interpelado a mesa sobre a condução dos trabalhos. Não será com este tipo de manifestação abusiva que se dignifica a Democracia e atrai as populações para a participação cívica. É importante e fundamental o respeito mútuo pelas opiniões contrárias devendo as mesmas serem manifestadas e apresentadas de uma forma ordeira e pacifica.

Lamenta-se este tipo de postura que o CDS-PP não está disposto a pactuar e que o denunciará sempre que estiverem em causa os direitos fundamentais e as liberdades e garantias do exercício democrático e de cidadania.
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Mais se denuncia e repudia, a manifesta falta de isenção e imparcialidade pelo respeito democrático e liberdade dos cidadãos e das posições das forças políticas, neste caso, com representação da AMA, quando à entrada do mesmo local, se encontrava uma faixa de enormes dimensões alusiva e a apelar a que não se extingam freguesias, num perfeito acto de propaganda dentro de um espaço e de um órgão deliberativo que merece por  parte do CDS-PP a nossa mais sentida discordância e repúdio. Cada força política terá o seu entendimento e juízo face ao novo mapa autárquico, mas jogadas para viciação do jogo e incentivo a tomadas de posição condicionadas ou meramente pressões encapotadas, o CDS-PP em Almada, rejeita veemente este tipo de manifestação que em nada contribui para o aprofundar do espaço livre e democrático.

No que diz respeito à continuidade dos trabalhos, denota-se mais uma vez, a tendência da presidente da Câmara Municipal de Almada (CMA) em abster-se de comentar ou providenciar uma resposta condigna e adequada às questões colocadas por parte dos cidadãos - para o efeito existe no Regimento da AMA o Período Aberto ao Cidadão - que merecem ser ouvidos e estarão à espera de obter resposta. Apenas um único exemplo, um cidadão do concelho insurgiu-se no seu direito sobre um assunto que diz respeito à freguesia onde reside acerca do Concurso de um projecto da CMA (Plano Urbanização Almada Poente) e que, segundo parece, há critérios dúbios e mal esclarecidos e atabalhoadamente aplicados tendo o mesmo cidadão interpelado a presidente da CMA para obter os devidos esclarecimentos às suas legitimas dúvidas enquanto munícipe. A mesma, como já vem sendo hábito, refugia-se em respostas vagas e que de esclarecimento cabal têm muito pouco. Não é assim que se tratam os cidadãos que se interessam pela vida democrática em Almada. (embora a AMA fosse extraordinária com único ponto na Ordem de Trabalhos, o período de intervenção dos cidadãos não está reservado ou confinado ao tema principal para a qual a mesma foi convocada)

Ainda no que respeita à presença do público, e que é sempre de saudar, deixamos a seguinte interrogação: apesar da sala se encontrar repleta de munícipes será mesmo, como fazem questão de afirmar a CMA e as forças contra a reforma do Documento Verde, que as populações de Almada estão também elas contra a Reforma? Se assim é, porque não se escolheu, por exemplo, o Pavilhão Municipal de Almada para poder abarcar as centenas de milhares de Almadenses que estão contra a agregação de freguesias? Pareceu-nos, uma vez mais, uma manobra de concertação para tentar descredibilizar a reforma administrativa tentando lançar a confusão de quem vai ver, com certeza, reduzido os seus caciques locais e a sua influência partidária que durante muitos anos resultaram em maiorias absolutas que pouca margem de diálogo e intervenção deixaram às oposições sérias e construtivas.

Assim sendo, foram apresentados dois documentos em votação pela AMA quer uma da CDU quer outra pelo Bloco de Esquerda. No que respeita ao Bloco de Esquerda, o mesmo insiste na necessidade de se consultar as populações em Referendo Local, "manipulando" propositadamente a Pergunta para que a mesma não seja inconstitucional. A posição do CDS-PP em Almada, e depois de discutida em Comissão de Coordenação Autárquica, seria de seguir a linha do partido a nível nacional onde entende o CDS-PP, que a resposta a dar e a discussão da sua matéria tem toda a legitimidade de o ser pelos seus eleitos sufragados pelos eleitores quer em autárquicas quer em legislativas.
Já no que respeita à Proposta de Deliberação da CDU, o CDS-PP tem a seguinte opinião: foi entregue durante o início dos trabalhos uma Proposta de Deliberação composta por um vasto número de páginas semelhante e fazendo recordar a lista das páginas amarelas onde o principal objectivo, não obstante a veracidade de muitos dos factos no mesmo inscritos, é criar a confusão e mistificar uma realidade distorcendo o objectivo da presente reforma.
O mesmo contém deliberações de juntas de freguesia, da assembleia municipal, tal como editais e documentos originários quer de deliberações da ANAFRE ou da ANMP, de outras associações e denominadas plataformas ou mesmo tomadas de posições criadas ad hoc para aprofundar o descrédito da reforma administrativa para o concelho de Almada.

Como já vem sendo norma, os partidos de esquerda, e no caso de Almada se fala, têm vindo ao longo da discussão criando uma não-discussão; nos mesmos moldes as forças contrárias ao progresso e desenvolvimento da administração local apresentam, invocam e amedrontam as populações de que as freguesias serão extintas, que haverá um corte massivo  e significativo de postos de trabalho, que haverá cortes orçamentais que impossibilitam executar as suas melhores tarefas, que as sedes físicas de freguesia irão fechar, que os mais idosos, muitas das vezes apoiados, e bem, pelas freguesias irão deixar de ter esse apoio, que deixará de haver representatividade local, entre as demais considerações que se fazem ao longo das inúmeras páginas que compõem a proposta da CDU, entendemos que todas estas justificações não fazem sentido, são desprovidas de seriedade e muito manipuladas e orquestradas para atacar uma reforma que se pretende vir a modernizar os serviços públicos locais e aproximar os eleitores das decisões dos seus representantes.

A mesma postura tem o executivo emitindo também uma não-pronuncia, onde de forma maniqueísta, usa a demagogia na tentativa de esvaziar e travar a reforma local ao qual não merece por parte do CDS-PP, a minima credibilidade.

Com uma postura sectária e reservada por parte dessas mesmas forças, e depois ter terem inviabilizado uma proposta em AMA que criasse uma comissão eventual para uma discussão profícua, seria e responsável com a presença das diversas forças vivas do concelho que pudesse enriquecer e consensualizar a melhor proposta para o concelho de Almada, entendeu o CDS-PP, não apresentar a votos a sua proposta que já é há muito do conhecimento público, pois não foram criadas nem reunidas todas as condições para que a mesma pudesse ter sido discutida com o maior respeito e a maior seriedade.

A proposta do Grupo Municipal do CDS-PP delineada pela Comissão de Coordenação Autárquica em Almada e aprovada pela concelhia do partido é pública, e vai ao encontro quer dos requisitos propostos na referida lei quer de encontro com as necessidades e diversas realidades locais no concelho de Almada, chegando à conclusão de que o concelho pode ser muito mais competitivo com uma diminuição do mapa de freguesias, onde se irá obter mais escala e uma melhor optimização dos recursos disponíveis ajudando na prosperidade e desenvolvimento ao nível local tal como uma maior participação das populações resultado da concessão de mais atribuições e competências aos órgãos de freguesia.

Estamos ao lado da Mudança.

domingo, 30 de setembro de 2012

CDS-PP Almada recomenda videovigilância para zonas problemáticas do concelho de Almada



Comunicado

O CDS-PP Almada lamenta o sentido de voto e a postura irresponsável das bancadas da CDU e do Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal de Almada realizada na última sexta-feira, ao votarem contra a proposta de recomendação do Grupo Municipal do CDS-PP que propunha a instalação de camaras de videovigilância no concelho de Almada para que nas zonas mais críticas pudessem minimizar o impacto negativo que acarreta a insegurança contra bens e pessoas.

O sectarismo e a insensibilidade perante tal flagelo que afecta também a cidade de Almada, levam a que muitos munícipes e alunos que frequentam as faculdades no concelho não vejam a situação preocupante da criminalidade resolvida.

Como já vem sendo hábito, estas duas forças políticas já nos habituaram aos mais engenhosos subterfúgios para chumbarem as propostas do CDS-PP denotando uma falta de seriedade no tratamento de questões prioritárias para o concelho.

Para o CDS-PP Almada, a questão da video protecção de pessoas e bens é imprescindível e fará parte do leque de propostas a apresentar aos almadenses nas eleições autárquicas do próximo ano pois, entende o CDS-PP, que questões como a segurança dos cidadãos devem ficar de fora do confronto político-partidário.

Aguarda ainda o CDS-PP Almada que o impasse com a construção do quartel da GNR para a freguesia da Caparica possa ser resolvida o quanto antes, pois além da protecção dos cidadãos e seus haveres está em causa o desenvolvimento de novas infra-estruturas como pólo de atracção da freguesia e do concelho de Almada

O CDS-PP Almada

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Assembleia Municipal de Almada - dias 28 de setembro e 3 de outubro no Pragal



Irá realizar-se com início amanha dia 28 e na segunda-feira dia 01 de Outubro, a Sessão Ordinária de Assembleia Municipal de Almada, mais concretamente, e pela primeira vez, na Freguesia do Pragal na Sociedade Recreativa União Pragalense a ter inicio por volta das 21:15h com a seguinte Ordem de Trabalhos:

1 - Período de Intervenção dos Cidadãos

2 - Período de Antes da Ordem do Dia 

3 - Período da Ordem do Dia 

3.1 - Apreciação da Informação da Presidente da Câmara Municipal de Almada

3.2 - Apreciação dos Pareceres do Conselho Municipal de Segurança dos Cidadãos de Almada sobre a situação de segurança - 2011 e votação de Projecto de Deliberação

3.3 - Apreciação e votação da Proposta da Câmara Municipal sobre "2ª Revisão do Plano de Investimentos de 2012 - SMAS"

3.4 - Apreciação e votação da Proposta da Câmara Municipal dobre "Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) para o ano de 2013"

3.5 - Apreciação e votação da Proposta Municipal sobre "Derrama para o ano de 2013"

3.6 - Apreciação e votação da Proposta da Câmara Municipal sobre "Recrutamento excepcional de 18 postos de trabalho para exercício de actividade de Auxiliar de Acção Educativa em regime de Contracto de Trabalho por Tempo Determinado"

O CDS-PP irá apresentar uma Proposta de Recomendação para a instalação de Videovigilância em freguesias problemáticas em termos de criminalidade como é o caso do Pragal e da Caparica.

Apelamos à participação dos cidadãos e munícipes no interesse do desenvolvimento do concelho de Almada.



sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Transpraia na Costa da Caparica - CDS-PP integro na sua defesa, o PS mudou de opinião?

Ainda sobre o Transpraia - comboio de praia que percorre as praias da Costa da Caparica até à Fonte da Telha, aprece-nos questionar a, talvez, mudança de opinião do PS em Almada sobre o mesmo senão vejamos, em Fevereiro último, o Grupo Municipal do CDS-PP apresentou na Assembleia Municipal de Almada uma Moção onde apelava ao regresso do comboio de praia ao centro da Costa da Caparica, pois, com o já conhecido e mal aplicado Programa Pólis, o mesmo foi deslocado para cerca de 1 km do local de sempre o que originou a quebra de passageiros por ano de 80% (oitenta) colocando-o em serio risco de parar para sempre. A Moção do CDS-PP foi chumbada com os votos Contra do Partido Comunista e do Partido Socialista. Curioso, ou não, é ver agora o PS que na mesma sessão de assembleia junto com o partido comunista inviabilizaram a Moção e aparecem de momento como  se fossem os guardiões do Transpraia com pompa e circunstância e muita fotografia. Que mudou entretanto? O PS lembrou-se agora que o comboio está em perigo de parar a sua actividade definitivamente? ou irá aproveitar a onda para sacudir para cima da Ministra da Agricultura a responsabilidade do mesmo? Não é justo e parece-nos uma acção apenas para marcar agenda política agora que se aproximam eleições autárquicas.

Contudo, esperemos estar enganados e que o PS tenha mesmo mudado de opinião, o que é sempre legitimo, e onde saudaríamos a sua posição.

A propósito do mesmo deixamos o Artigo de Opinião de António Pedro Maco, Presidente da Concelhia do CDS-PP Almada e Deputado Municipal onde deixa clara a posição do CDS-PP no Setúbal na Rede acerca do assunto:



Assento Parlamentar (PP)*
por António Pedro Maco
(Deputado Municipal CDS/PP em Almada)


Transpraia - singularidades de um comboio de praia


Mudam-se os tempos. Mudam-se as vontades; mas há vontades que por mais que se mudem os tempos permanecem nas opções e preferências das pessoas contrastando com o evoluir das tecnologias e das novas e modernas soluções ao dispor nesta era vanguardista que caminha em toda a linha para uma cada vez maior autonomização de máquinas e tudo o que se relacione com o quotidiano humano e suas relações na vida em sociedade.

Há contudo, imaginários que permanecem e conseguem evitar essas mesmas transformações que ocorrem à velocidade da luz e que se transportam de ano para ano, de década para década e que fazem através das gerações as maravilhas da convivência humana.

O comboio de praia, mais conhecido por Transpraia, que faz há cerca de cinquenta anos a travessia entre a Costa da Caparica e a Fonte da Telha, está em pleno virar de século, à beira de chegar ao fim da sua linha. Linha essa, não por força de desuso de quem nele se delicia ao sabor do vento de praia em praia na época estival, mas sim, porque as políticas mal pensadas e desprovidas de rigor da Câmara Municipal de Almada e sem objetivos de preservar o património local, deixam o Transpraia possivelmente este ano, na sua última viagem.

Pensado pelo seu antigo proprietário (hoje gerido por seus descendentes) o mesmo terá tido para a época, uma visão futurista e desenvolvimento da Costa da Caparica, vendo a necessidade de um transporte rápido, acessível e que percorresse e transportasse veraneantes e trabalhadores ao longo da freguesia até à fonte da telha. Terá sido, sem sombra de dúvidas, um verdadeiro mecenas local onde a sua coragem e atitude desmedida terá inaugurado na década de cinquenta o famoso comboio de praia da Costa da Caparica.

Os factos falam por si, outrora terá feito as delicias de miúdos e graúdos entre caparicanos, gente de todo o concelho, veraneantes vindos de todo o país e grosso modo, muitos dos turistas fora do país que visitavam e usavam todos os anos o Transpraia um símbolo identitário da Costa da Caparica que a câmara de Almada teima (mais um) desprezar apontando as culpas para o Programa Pólis(!)

A quebra de passageiros que tem vindo a diminuir de ano para ano, como a falta de apoios e de promoção do mesmo está a colocar a sua continuidade em causa já para o próximo ano. A isto, junta-se a machadada final dada pela Câmara Municipal de Almada (CMA), aquando e a pretexto, teimoso, do Metro Sul do Tejo (MST) para a Costa da Caparica, desviou, obrigatoriamente, o Transpraia para quase certa de 1Km para uma zona de difícil acesso e de visibilidade nula.

As queixas são muitas e o desespero de ver desaparecer por falta de clientes e investimento adequado um símbolo histórico e identificativo do concelho, e não só, leva a que o apelo para a junção de esforços na sua defesa seja de urgência permanente antes que seja tarde demais.

Para o CDS-PP, a questão não se pode apenas resumir à recolocação do Transpraia no local inicial, embora esta seja para já, a solução de recurso urgente, mas sim, a toda uma estratégia conjunta de promoção e divulgação e desenvolvimento quer da Costa da Caparica quer da zona da Fonte da Telha, localidade completamente esquecida pelo executivo comunista. Urge pensar a Costa da Caparica e toda a área envolvente que engloba a Fonte da Telha, de uma forma séria e estruturada e não como o desordenado e perdido Programa Pólis que consumiu desmesuradamente verbas do QREN completamente desperdiçadas com pequenos arranjos de recurso.

Contudo, e de momento, é necessário fazer retornar o Transpraia que chegou em tempos áureos a transportar cerca de 300 (trezentos) mil passageiros época, tal era a importância do mesmo.

O CDS-PP aposta assim, na sua continuidade como na revitalização e aumento da utilidade do comboio de praia, como parte integrante da paisagem e desenvolvimento sustentado da Costa da Caparica, sendo um chamariz e atracção turística dos milhares de visitantes da Costa da Caparica.

Nunca é de mais relembrar, que o Grupo Municipal do CDS-PP apresentou em Assembleia Municipal de Almada (AMA) em Fevereiro último, uma Moção onde se pretendia que o Transpraia retornasse ao centro da Costa da Caparica, e que a mesma foi inviabilizada com os votos Contra das bancadas do Partido Comunista e do Partido Socialista que inviabilizaram a Proposta do CDS-PP, tendo o Bloco de Esquerda e o PSD votado a favor junto com o Grupo Municipal do CDS-PP. É preciso identificar os responsáveis pela manutenção da estagnação serôdia da Costa da Caparica e os responsáveis pelo pleno fracasso que foi o Programa Pólis, sendo abusivo acusar a Ministra Assunção Cristas pelo fracasso do mesmo programa, numa tentativa de desresponsabilização daqueles que não souberam de uma forma correcta aplicar os fundos disponíveis para desenvolver a preceito e com dignidade a Costa da Caparica.

O CDS-PP informa ainda, que está solidário com o Movimento criado recentemente em torno do apoio do Transpraia, mas concluiu, não estar presente na Concentração em favor do mesmo para não partidarizar a Causa esperando que os outros também não o façam, muito menos, aqueles que votaram contra o seu retorno, como se espera que não se abarquem do mesmo outro tipo de oportunismos de circunstância.

António Pedro Maco - 07-09-2012 10:19
*Via Setúbal na Rede

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

À ATENÇÃO DOS MILITANTES E SIMPATIZANTES DO CDS-PP

Comunicado do Secretário Geral do CDS-PP aos militantes do partido:


Caro Militante,

A rentrée do nosso Partido estava prevista para o Porto, nas próximas 6ª feira e sábado, com um conjunto de actividades para os militantes.

A circunstância de ter terminado a 5ª avaliação da missão externa FMI, CE e BCE representa um momento político muito relevante. Não só porque a notação favorável da missão externa sobre Portugal é importante, como também porque há consequências, na vida dos Portugueses, dessa avaliação que requerem uma reflexão do Partido, como é próprio de uma instituição democrática.

O Presidente do Partido solicitou, por isso, uma reunião da Comissão Política Nacional e outra do Conselho Nacional do CDS.

Essas reuniões têm, naturalmente, prioridade, do ponto de vista da responsabilidade política, sobre qualquer outro evento. Por isso mesmo, decidimos que a realização da Comissão Política Nacional e do Conselho Nacional acontecerão precisamente no próximo sábado, no Porto.

Nessa medida, os eventos previstos para a rentrée não poderão realizar-se neste momento. Estou certo que conto com a vossa compreensão.

Com os melhores cumprimentos,

António Carlos Monteiro
Secretário-Geral

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Fim do Transpraia? - CDS-PP Almada reuniu com a administração do comboio de praia





A quebra de passageiros que tem vindo a aumentar de ano para ano, como a falta de apoios e de promoção do mesmo está a colocar a sua continuidade em causa já para o próximo ano. A isto, junta-se a machadada final dada pela Câmara Municipal de Almada (CMA), aquando e a pretexto, teimoso, do Metro Sul do Tejo (MST) para a Costa da Caparica, desviou, obrigatoriamente, o Transpraia para quase certa de 1Km para uma zona de difícil acesso e de visibilidade nula, foi isso que a Concelhia do CDS-PP Almada ao reunir com a administração do comboio de praia que faz a ligação entre a Costa da Caparica e a Fonte da Telha, e que devido às circunstâncias, está em risco de ser este o último ano a operar no centro da cidade. 

As queixas são muitas e o desespero de ver desaparecer por falta de clientes e investimento adequado um símbolo histórico e identificativo do concelho, e não só, leva a que o apelo para a junção de esforços na sua defesa seja de urgência permanente antes que seja tarde demais. 


Para o CDS-PP, a questão não se pode apenas resumir à recolocação do Transpraia no local inicial, embora esta seja para já, a solução de recurso urgente, mas sim, a toda uma estratégia conjunta de promoção e divulgação e desenvolvimento quer da Costa da Caparica quer da zona da Fonte da Telha, localidade completamente esquecida pelo executivo comunista. Urge pensar a Costa da Caparica e toda a área envolvente que engloba a Fonte da Telha, de uma forma séria e estruturada e não como o desordenado e perdido Programa Pólis que consumiu desmesuradamente verbas do QREN completamente desperdiçadas com pequenos arranjos de recurso.


Contudo, de momento, é necessário fazer retornar o Transpraia que chegou em tempos áureos a transportar cerca de 300 (trezentos) mil passageiros época, tal era a importância do mesmo.


O CDS-PP aposta assim, na sua continuidade como na revitalização e aumento da utilidade do comboio de praia, como parte integrante da paisagem e desenvolvimento sustentado da Costa da Caparica, sendo um chamariz e atracção turística dos milhares de visitantes da Costa da Caparica.


Nunca é de mais relembrar, que o Grupo Municipal do CDS-PP apresentou em Assembleia Municipal de Almada (AMA) em Fevereiro último, uma Moção onde se pretendia que o Transpraia retornasse ao centro da Costa da Caparica, e que a mesma foi inviabilizada com os votos Contra das bancadas do Partido Comunista, do PS e o voto Contra do Presidente da Junta da Costa da Caparica (PSD) tendo o restante grupo municipal votado a Favor tal como o BE ao lado do documento do CDS-PP. É preciso identificar os responsáveis pela manutenção da estagnação serôdia da Costa da Caparica e responsáveis pelo pleno fracasso que foi o Programa Pólis.


O CDS-PP informa ainda, que está solidário com o Movimento criado recentemente em torno do apoio do Transpraia, mas concluiu, não estar presente na Concentração em favor do mesmo para não partidarizar a Causa esperando que os outros também não o façam, muito menos, aqueles que votaram contra o seu retorno, como se espera que não se abarquem do mesmo outro tipo de oportunismos de circunstância.


O CDS-PP tem Respostas.

sábado, 4 de agosto de 2012

Rua Cândido dos Reis - Uma aposta ganha ou um fracasso anunciado?


Foto Diário da Região

Depois de muita tinta fazer correr nos jornais e boletins informativos mais concretamente em Almada, a já famosa Rua Cândido dos Reis (Cacilhas) parece estar, finalmente, pronta a receber os seus visitantes.
Que fique bem claro que o CDS-PP Almada, em nome de uma cidade e de um concelho desenvolvido que possa  fomentar o tecido empresarial e o empreendedorismo trazendo mais gente, mais emprego e mais-valias para Almada, deseja o maior sucesso para a vida da cidade e da Rua Cândidos Reis esperando que não seja o fracasso que se constata no desolado e deserto centro de Almada fruto da dita pedonalização e que arruinou quase por completo o comercio em Almada e a vida da cidade.

Mesmo assim, convém deixar algumas considerações importantes acerca da nossa posição senão vejamos, já não é de agora que o CDS-PP entende que com os projectos que estão em vista quer para o Gingal/Qtª do Almaraz e Arco Ribeirinho (zona Cacilhas) a concentração de pessoas entre moradores, visitantes e comerciantes, tal como automóveis, terá um aumento substancial devendo ter em devida conta o fluxo e mobilidade de pessoas e bens nas futuras zonas novas de Cacilhas. Acresce assim, que temos mais uma via fundamental no escoamento de transito (sentido Nascente/Poente) completamente inactiva no sentido practico da sua funcionalidade acrescendo que, pelos vistos, nem há hipóteses de circular veículos de emergência o que pode causar mesmo uma catástrofe em caso de algum acidente grave.

Ora, com o aumento mais que certo de pessoas a deslocarem se para dentro da cidade de Almada vindas de Cacilhas, achamos limitado e mesmo perigoso em termos de emergência, uma única via transitável onde circula apenas um automóvel em direcção ao centro da cidade. Mais, como supostamente só é transitável até a meio da avenida D.Afonso Henriques, nem queremos imaginar como será o fluxo anormal e abundante de veículos que usarão as artérias secundárias e interiores da cidade de Almada para atravessar o centro da mesma arrastando consigo outros possíveis contratempos em artérias que não foram, de todo, nem estão preparadas para serem usadas como vias principais, já para não falar nas famosas ciclovias que ainda nem queremos acreditar que a câmara de Almada as pretenda implementar desde Cacilhas até ao centro de Almada.....!

Voltando à nova rua pedonal propriamente dita, e já reafirmamos que desejamos o maior sucesso, não deixaremos de nos interrogar visto que estamos numa época estival e de maior disposição para os munícipes e visitantes (a estes já lá iremos) dispenderem das suas economias de uma maneira menos preocupada, como será a mesma artéria nos meses de frio e de inverno. Por enquanto, ao que parece, temos animação de rua de vez em quando, festa e folia aproveitando o bom tempo característico da época que estamos a atravessar. Mas e depois? Terão os mentores da dita pedonalização pensado e organizado já um plano para os meses de inverno que se seguem, ou à moda portuguesa ou á boa moda governamental em voga esperar que s. pedro seja benevolente para com os Almadenses? Ficarão os agora colocados toldos para proteger do sol (a Juventude Popular alertou para a falta dos mesmos em assembleia municipal) também suspensos no inverno para proteger da chuva? E em questões de segurança, nomeadamente nos acessos ao estacionamento, para quando um acesso em segurança ao parque de estacionamento do Morro de Cacilhas? Tirando este, onde estacionam os visitantes os automóveis? E espaços verdes para no verão absorverem o calor devido a tanta matéria inorgânica usada na pedonalização da rua? Se não se tiver pensado, desde já, um plano abrangente estaremos, mais uma vez, em presença de uma morte anunciada resultando em mais uns quantos milhares de euros públicos gastos em vão onde sucesso é apanágio durante uns poucos meses em virtude do efeito novidade e lá para outubro, novembro têm o mesmo malfadado destino do centro de Almada.

Depois, e aqui vem muito ao cerne da questão, é a atração de visitantes e turistas à zona requalificada. Tirando o caso da igreja de Cacilhas que pode ser visitada pelos mais devotos e pelos mais interessados no assunto, o que a zona de Cacilhas e a rua pedonal tem de concretamente atractivo para mostrar e de chamariz aos turistas que nos visitam? Onde está a salga de peixe romana? que monumentos emblemáticos tem a zona para que seja fonte de atracção? mais, que tem a nível de patrimonio Almada para que a zona de Cacilhas possa ser um primeiro nível de uma visita aprazível e produtiva? Almada património tem, e até muito, está é abandonado e desprezado.

Entendemos que não é desta forma propagandista, à pressa e a um ano de eleições autárquicas que se promove e desenvolve uma cidade. Almada, ou mais precisamente o executivo comunista responsável pelo seu desenvolvimento a conta gostas, tem desprezado todo um património histórico e mesmo imaterial que podia ser o motor e alavanca para um concelho de excelência da grande área de Lisboa. Uma cidade com um executivo que desprezou e não soube capitalizar o seu mar e o seu rio é uma cidade condenada à estagnação do progresso.

Esperemos estar enganados.