quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Vergonha no campo do Almada Atlético Clube


Decorria no passado sábado no campo do Almada Atlético Clube em juvenis, o Almada-Trafaria, quando um dos jovens jogadores se lesiona. Foi assistido de imediato pelo massagista mas a lesão era mais grave do que parecia, pois o jogador tinha uma fractura na perna. Teve ai a primeira assistência mas havia necessidade devido à gravidade da lesão ser transportado de urgência para o hospital.
No decorrer do mesmo encontro eis que se dá outra situação, essa sim bem mais grave e de contornos escandalosos e vergonhosos quer para o desporto quer para a própria cidade.
Um dos jogadores sente-se mal, e necessita de uma intervenção rápida e de muita urgência, pois estava segundo parece com problemas cardiovasculares e com sintomas de paragem cardíaca. Ora, já se sabe que equipamento adequado e meios de intervenção de urgência pouco ou nada existem nos recintos desportivos e muito menos em clubes que já de si, têm dificuldades em manter as portas abertas, quanto mais poderem suportar esses mesmos custos.
O problema por si só já é de uma gravidade extrema mas aumenta ainda mais, com a situação que se passou a seguir. O jovem caído no chão com um problema gravíssimo ao qual por muita experiência e boa vontade de quem fez a primeira assistência tenha, não é suficiente se não chegar rapidamente uma ambulância onde possam ser dados devidamente os primeiros socorros.
Acontece que a ambulância por muitos telefonemas que fossem feitos para os bombeiros de Almada, a resposta dos mesmo, era sempre a mesma ou seja, que não havia de momento ambulâncias ao dispor(!!).
O caso é bastante grave, o jogo esteve parado quase uma hora, com jogadores, e pais em extrema aflição pois a ajuda tardava em chegar pela falta de ambulâncias naquele momento. Lembramos que no balneário esperava também por uma urgência outro jovem com a perna partida e cheio de dores.
Parece que o caso só foi potencialmente resolvido porque um dos agentes de autoridade de serviço ao jogo tinha um conhecimento qualquer nos bombeiros do Seixal, e que profissionalmente vieram desse concelho para auxiliar o que era impossível fazer pelos bombeiros de Almada naquela tarde de sábado.
Essa mesma ambulância dos bombeiros do Seixal serviu assim para dar assistência a dois feridos ao mesmo tempo.

Isto levanta-nos aqui algumas interrogações; ainda há uns meses no decorrer da pré-campanha para as eleições o CDS/Partido Popular teve uma reunião com a direcção dos Bombeiros Voluntários de Almada, e salvo erro não nos parece que a falta de meios em termos de viaturas de socorro fosse o grande problema da mesma corporação, inclusivamente foi nos indicado que a Câmara Municipal de Almada em muito ajudava os mesmos.
Não entendemos bem o que se possa ter passado, é certo que nada impede que muitos fenómenos de urgência sejam pedidos ao mesmo tempo; pode com certeza acontecer, mas num sábado soalheiro, onde segundo se parece não se registaram muitos acidentes, o estado do tempo era razoável, demora cerca de uma hora para haver uma ambulância? E não era possível vir uma ambulância de Cacilhas, ou da Trafaria?

Algo de muito grave se passou nesse mesmo sábado para não haver uma prontidão de socorro para aqueles dois jovens, um deles em potencial risco de vida.
A concelhia do partido junta-se à petição OnLine sobre a obrigatoriedade de presença de desfibradores nos recintos desportivos e outros locais de grande aglomeração populacional, tal qual a comparticipação por parte do estado e das autarquias de ambulâncias e primeiros socorros onde haja práctica e realização de eventos desportivos.

Só com melhores condições se pode proporcionar que haja cada vez mais jovens e mais gente a praticar desporto, para que cada vez mais o desporto seja um bem-estar de saúde para cada cidadão, e ao fim ao cabo de toda a sociedade. É urgente criar essas condições.

Será que o comité organizativo do Mundial de Futebol 2018 sabe que as condições de urgência em Portugal no sécXII são assim tão débeis?

Fica o alerta.

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