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domingo, 22 de setembro de 2013

DISCURSO DE FERNANDO SOUSA DA PENA NA APRESENTAÇÃO DA CANDIDATURA


POUSADA DA JUVENTUDE, 24 DE JULHO

Caro Pedro Mota Soares, Vice-Presidente do CDS e insigne Ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social.

Caro Nuno Magalhães, Presidente do Grupo Parlamentar e Presidente da Comissão Política Distrital de Setúbal do CDS.
Caro João Viegas, Deputado do CDS eleito pelo Círculo de Setúbal.
Caro António Pedro Maco, Presidente da Comissão Política Concelhia de Almada do CDS.
Estimados convidados.
Caros colegas de candidatura ao Município de Almada.
Mãe.
Queridos amigos.

Começo por agradecer a vossa presença neste início de viagem rumo aos Paços do Concelho, à Assembleia Municipal e às Assembleias de Freguesia do Município de Almada.

A nossa presença simboliza a determinação de quem acredita poder contribuir com qualidade para a construção do bem comum. De quem sabe que os ventos de mudança também chegarão a Almada.

De quem não se resigna à mediocridade e ao medo.

Atravessamos tempos difíceis. Que não nos devem paralisar. Que não nos devem desmobilizar.

A crise que o país sofre exige de cada um de nós a melhor contribuição que possa dar. Também do nosso trabalho diário depende a resolução dos problemas que afligem tantos portugueses, tantas famílias, tantas empresas.

A crise interpela-nos a enfrentar com determinação, audácia e espírito de serviço os enormes desafios do presente, com os olhos postos no futuro. Temos de ser portadores de esperança.

Apresentamos hoje a nossa candidatura ao Município de Almada e, com ela, um programa Eleitoral exigente e arrojado.

As cidades de hoje têm de ser palcos de conhecimento, criatividade e valores. Só assim poderão responder aos desafios de um mundo que se tornou – bem ou mal – global. A era industrial está numa nova fase e as tecnologias de informação e comunicação alteraram o quotidiano e as relações económicas, romperam barreiras geográficas e rasgaram novos espaços de liberdade.

Almada tem rio – e que espantosa vista temos dele neste local –, mar, praias, a serra aqui ao lado, floresta, terras agrícolas, património histórico, arqueológico e natural, paisagem e práticas ancestrais que têm de ser promovidos como factores de identidade local e motores de desenvolvimento.

Servir Almada. Foi este o lema com que os candidatos do CDS se apresentaram às eleições autárquicas de 2009.

Na Assembleia Municipal de Almada soubemos respeitar os nossos compromissos eleitorais. A verdade é que dois deputados municipais fizemos a diferença que partidos inteiros não conseguiram, entregues a um jogo bizarro de vassalagem à Presidente da Câmara comunista.

Fiscalizámos com mais intensidade e rigor a actividade camarária, apesar do grosseiro desrespeito pelos direitos da oposição. Tivemos o maior número de intervenções por deputado na Assembleia Municipal. Apresentámos mais projectos de deliberação e resolução sobre o concelho. Temos o maior número de requerimentos apresentados.

Almada sabe com quem pode contar.

Há quatro anos, apesar de ter obtido o melhor resultado de sempre, o logro do voto útil impediu que o CDS elegesse um vereador para o executivo. Teria feito toda a diferença. Em quatro anos, a oposição eleita – PS, PSD e BE – assegurou à CDU a maioria na Câmara que os almadenses não lhe entregaram e, com ela, a perpetuação de abusos e oportunidades perdidas.

O voto útil demonstrou mais uma vez ser uma mentira. Rapidamente mostrou ser um voto fútil. Os cidadãos de Almada não cairão outra vez na mesma armadilha.

Decidi aceitar o convite que a Concelhia de Almada do CDS me dirigiu para ser candidato a Presidente da Câmara Municipal. Sei o contexto difícil desta candidatura. Mas também sei que os almadenses reconhecerão a liberdade com que sempre me manifestei e votei, na Assembleia Municipal de Almada e na Assembleia Metropolitana de Lisboa, com fidelidade aos compromissos assumidos perante eles.
E creio poder afirmar que fui fiel aos princípios fundacionais do CDS.

Mais do que nunca, faz falta um partido personalista e com os valores que o programa do CDS incorpora. Em breve publicaremos a nossa Carta de Princípios. Os eleitores têm o direito de saber o que pensam os seus candidatos em matérias fundamentais.

Aceitei este desafio com espírito de serviço. Não estamos em condições de voltar costas à intervenção cívica num momento em que Portugal precisa do melhor que possamos dar. Nem poderia refugiar-me no conforto do tacticismo político, quando as candidaturas alternativas à CDU que já se apresentaram prometem mais do mesmo.

Almada precisa de nós.
Esta candidatura é por Almada, a minha terra.

Deixem-me agora confessar-vos algo que me passou pela cabeça quando preparávamos esta sessão. Estamos sem dúvida num espaço acolhedor. Mas gostaria de poder ter feito esta apresentação num local com uma forte carga simbólica para o CDS – as Terras da Costa.

Em primeiro lugar, pelo valor que esses solos de Reserva Agrícola têm no planeamento do território, pela memória que conservam de uma espantosa conquista do homem ao mar, pela importância que a sua elevada produtividade tem na sustentabilidade alimentar da Metrópole.

Mas, sobretudo, porque as Terras da Costa marcam a vitória da cidadania e da verdade sobre os interesses da especulação imobiliária, que agregaram PCP, PS, PSD e BE em torno de um projecto criminoso.

A Estrada Regional 377-2, que em devido tempo chamei Estrada da Vergonha, arrasaria Reserva Agrícola, Reserva Ecológica, Reserva Botânica e Paisagem Protegida em nome do assalto ao património mais rico do Concelho de Almada.

Gostaria, pois, de estar nas Terras da Costa, ao lado de agricultores e cidadãos de bem. O CDS juntou-se a eles nessa luta contra interesses poderosos. Valeu a pena o esforço, as horas gastas, as múltiplas diligências que fizemos. Se mais não fosse, só por isto teria valido a pena o nosso mandato de deputados municipais. A política faz-se assim.

Almada tem quase quatro décadas de poder comunista, só ou mal acompanhado... É claro que, a par das outras cidades ocidentais, neste tempo consolidou-se o saneamento, a rede viária, o acesso à cultura, o parque habitacional. Mas faltou visão de cidade. Faltou competência. Faltou ambição.

Houve um erro estratégico desastroso. Em sede de Plano Director Municipal, a Câmara Municipal de Almada assumiu a construção como o grande desígnio do concelho. Daí resultou o planeamento retalhado e à pato-bravo que tão bem conhecemos.

O paradigma deste modelo esgotado está à vista no Programa Polis da Costa da Caparica. Nascido como um arrependimento público pelos erros do passado, cresceu ensombrado por erros elementares de planeamento, soluções técnicas inconsistentes e descontrolo financeiro.

Esta autarquia, na ânsia dos lucros do imobiliário, tem décadas de massificação urbana e suburbanização, destruindo a paisagem e o potencial turístico da região. A Costa da Caparica é só mais uma das suas vítimas.

O espaço público é inseguro, sujo e vandalizado. Negligenciou-se o património, a paisagem e os solos protegidos. Com isto, perdeu-se memória e identidade.

Tudo ao abrigo de um aparelho de propaganda, despesas supérfluas, subsídios sem critério e burocracia, que não responde aos seus cidadãos nem permite a sua participação efectiva na vida do concelho.

A política fiscal da Câmara penaliza todos os cidadãos, ao apresentar taxas e tarifas das mais elevadas do país e ao optar por não devolver aos contribuintes os 5% de IRS que estão ao seu dispor.

Essa penalização é particularmente relevante sobre as famílias numerosas, para as quais não há qualquer política relevante.

A actividade empresarial tem decaído gravemente, dada a situação de crise no país, mas também pela falta de visão da administração local. A Câmara não só não dinamiza a actividade económica, como é frequentemente um agente de bloqueio à livre iniciativa e ao investimento.

Sectores fundamentais para a vida de Almada, como o comércio tradicional e os serviços ligados ao turismo, têm sido afectados por uma série de intervenções da Câmara movidas pela impreparação e falta de estratégia.

O Programa do CDS identifica oportunidades e quer construir um concelho melhor, que se comprometa com cada pessoa. Com os mais velhos, portadores de sabedoria. Com a família, núcleo fundamental da sociedade. Com cada cidadão, merecedor de confiança e transparência, e de uma Câmara Municipal que o trate bem.

Na gestão do serviço público, a autarquia tem de ser moderna, transparente e eficaz, sem burocracias inúteis e com impostos e taxas mais baixos, que permitam aos cidadãos e às empresas libertar-se e ter iniciativa criadora.

A informação tem de estar aberta aos cidadãos, que deverão ser envolvidos em processos efectivos de participação na tomada de decisões municipais.

O emprego depende também da existência das condições para que empreendedores e empresas invistam em Almada. A Câmara Municipal deve oferecer segurança e transparência para que os investidores actuem com confiança.

A paisagem deve ser reconhecida como primeiro património do concelho. Temos de valorizar o legado histórico, dar prioridade à agricultura urbana, criar uma rede moderna de corredores verdes e abandonar de vez a especulação imobiliária e o mau uso dos solos.

A metrópole tem de estender-se ao rio e ao mar, capital natural privilegiado para a construção do seu futuro.

O espaço público tem de ser isso mesmo, público, limpo, ordenado, acessível, seguro, livre. Para que a cidade seja acolhedora, viva, vibrante.

A rede viária precisa de ser mantida em bom estado, o metropolitano de superfície racionalizado e o plano de mobilidade revisto.

Temos condições para construir uma Metrópole de conhecimento, que assume a sofisticação cultural e a educação de qualidade internacional como motores indispensáveis da valorização pessoal.

O património cultural tem de ser regenerado. O turismo de qualidade deve fundar-se numa paisagem biologicamente valorizada e numa oferta hoteleira de elevado profissionalismo. A Marca Almada tem de ser criada e consolidada.

A concretização desta estratégia pode ser encontrada no nosso Programa Eleitoral. São 11 grandes metas, concretizadas em 278 medidas.

Permitam-me só que destaque algumas delas.

A criação de um Gabinete de Controlo Orçamental para garantir a execução dos investimentos sem derrapagens e dentro dos prazos, e com pagamentos pontuais aos fornecedores.

O Cartão Municipal para Famílias Numerosas.

A Carta de Direitos e Deveres dos Almadenses, que regulará a relação dos cidadãos com a administração municipal.

A abertura de um Centro de Atendimento ao Empreendedor, às Pequenas e Médias Empresas e à Economia Social.

A procura de um protocolo com o Centro Comercial M. Bica para reconversão das lojas vagas em gabinetes de renda controlada para novos profissionais.

A promoção nas avenidas do eixo central da cidade de Almada um Outlet Aberto, com atracção de marcas prestigiadas a custos reduzidos.

A criação de um corpo de Polícia Municipal.

O reforço do orçamento para limpeza e conservação do espaço público, assegurando uma manutenção diária e eficaz.

A criação de um Plano Municipal de Iluminação Pública.

O Gabinete Municipal para os Idosos, com vista ao reforço e à promoção de linhas de acção que incluem apoio domiciliário de higiene e alimentação, serviço de refeições completas a custo controlado, a assistência de enfermagem no domicílio e serviço de aquisição de medicamentos, assistência energética e de climatização, apoio doméstico para pequenas reparações, parcerias de voluntariado para companhia a idosos e transporte de compras, assistência jurídica e actividades profissionais e ocupacionais.

O Programa Almada a Sorrir, no âmbito da promoção de uma saúde oral adequada a toda a população carenciada do concelho.

O Programa Municipal de Prémios e Bolsas de Estudo, fomentando a cultura do estudo e o mérito.

A procura de novos polos universitários e de investigação, nas áreas de Medicina, Hotelaria e Oceanografia.

O acesso aos programas europeus que financiam actuações em matéria de transporte urbano, de forma directa e em cooperação com outras cidades europeias.

A promoção da Trafaria como vila piscatória típica.

A estratégia de qualificação turística para todo o ano e de âmbitos diversificados: lazer, cultura, desporto, aventura, gastronomia, artes tradicionais, ecologia, ciência.

Os procedimentos necessários à criação do Parque Natural da Costa da Caparica.

A rede de corredores verdes, que começarão pelos percursos Cova da Piedade – Charneca de Caparica e Cacilhas – Porto Brandão.

A introdução no concelho de funções agrárias compatíveis com a esfera urbana, hortas sociais e jardins de produção.

O estudo arqueológico e a recuperação da Torre de S. Sebastião, a mais antiga fortaleza marítima portuguesa.

Dentro das iniciativas da União Europeia, um programa dirigido a fomentar o intercâmbio de experiências artísticas entre criadores de diferentes regiões da Europa com Almada, e permitindo aos artistas almadenses completar a sua formação noutro país.

Dentro da estrutura da Câmara Municipal, complementada com os profissionais estritamente necessários, a criação de uma equipa especializada para o desenvolvimento e consolidação da Marca Almada.

A solidez financeira do Município, a poupança gerada pela racionalização dos serviços, o corte na propaganda, nos financiamentos irrelevantes e dos gastos sumptuosos, e a colaboração com o sector privado dão-nos recursos para querer e fazer mais e melhor.

Com competência e audácia, vamos mobilizar-nos para uma nova cidade, ligada à capital, mas sem subalternização, aberta ao país e ao mundo.

Almada Metropolitana. Um vibrante motor de Progresso, Liberdade e Bem-estar. Uma Metrópole que aposta nas pessoas e na construção do seu futuro. Uma ideia com que o CDS se compromete e para que desafia os cidadãos e a sua energia.

Juntos, vamos trazer Almada de volta!

domingo, 4 de dezembro de 2011

Comemorações evocativas - Adelino Amaro da Costa

Mais um ano que passa sobre o atentado a Adelino Amaro da Costa fundador do CDS e Ministro da Defesa em 1980 e de Sá Carneiro Primeiro Ministro na altura da queda da avioneta em Camarate quando os dois se dirigiam para o Porto naquela noite fatídica.
As cerimónias de evocação do 4 de Dezembro e Adelino Amaro da Costa iniciaram-se ontem com um jantar em Queluz que juntou centenas de militantes e terminam hoje com uma sessão evocativa às 16:00h no IDL e com uma missa às 19:00h na Basílica da Estrela em sua memória.
A Concelhia do CDS-PP Almada junta-se às comemorações e recorda com saudade tão ilustres homens que marcaram a vida do país no pós-25 Abril.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Resposta a Fernando Madrinha (Expresso)

Exmº Sr. Fernando Madrinha, li com toda a atenção o seu artigo de opinião na edição do Expresso deste sábado, e não pude deixar de fazer aqui algumas considerações acerca do mesmo.
Desde já, faço-o com todo o respeito e diferença de opinião, tendo em conta a Liberdade de expressão que me assiste como e a si.
Faço-o também, na qualidade de presidente da concelhia do CDS-PP de Almada, partido que ao longo dos dois últimos anos tem crescido imenso e a olhos vistos tendo tido mesmo nas últimas eleições autárquicas o melhor resultado desde a sua fundação. Lembro que estamos num concelho tendencialmente de esquerda e desde o 25 de Abril sempre foi comunista.
Faço-o ainda em nome pessoal pois, o presidente do meu partido não necessita de moços de recados.
Os 95% obtidos pelo reeleito Paulo Portas foram tudo menos de forma Albanesa quer no mau quer no bom e irónico sentido do termo mas sim, o resultado do empenho quer do presidente do partido quer da motivação e dedicação que os militantes têm vindo a ter ao longo destes dois anos.
Pela minha concelhia falo mas pelo que tenho visto nas concelhias do meu distrito e estou quase certo que também por esse país fora, as gentes do CDS sabem dizer presente quando toca a rebate.
Posso garantir que na minha concelhia não foram prometidos os famosos tachos, nem promoções, nem electrodomésticos. Na minha concelhia num sábado soalheiro a convidar uma esplanada para beber um belo refresco, votaram mais metade dos militantes comparando com as últimas eleições para a concelhia e onde os mesmos aguardaram presentemente mais de cinco horas pelos resultados finais.
Isto não é albanismo nem seguidismo. Isto é dedicação e motivação por fazerem parte de um grande partido.
Acrescento ainda que a realidade do partido a nível autárquico é bem diferente da realidade de há uns anos. Só uma leitura desatenta pode afirmar que o partido não tem expressão e representação autárquica. Mais uma vez, relembro, no caso do distrito de Setúbal, nas últimas eleições o partido passou de 0 (zero) autarcas para 24 (vinte e quatro). Ora, num distrito maioritariamente de Esquerda se esta subida não é um sinal de representatividade então não sei o que andamos aqui a fazer.
Penso também, que o CDS-PP é tudo menos o partido dos "amigos do Portas" ou um partido moldado apenas à sua medida. O partido tem sangue novo, pessoas capaz e com força para darem o seu contributo tendo os militantes aumentado de forma considerável fazendo dos mesmos o factor crítico de sucesso.
Estou certo que o presidente Paulo Portas é tudo menos um político de frases feitas mas sim, um líder que pensa e estuda os assuntos e as matérias para as quais apresenta propostas e soluções.
Estou também de acordo quando afirma que Paulo Portas é capaz de assumir as lutas e as causas dos mais fracos.
Mais não podia estar de acordo quando diz que Paulo Portas tem muitas vezes razão; eu digo mais, Paulo Portas e o CDS-PP maior parte das vezes têm razão antes de tempo e aí é que está toda a diferença.

Bem-haja

António Pedro Maco
Presidente CDS-PP Almada




terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Comunicado - Há ai uns partidos (Bloco de Esquerda) que brincam com coisas sérias

COMUNICADO

1. O Bloco de Esquerda anunciou a apresentação de uma moção de censura
ao Governo. Rapidamente se percebeu que era teatro.

2. Na verdade o anúncio foi seguido por uma bizarra sucessão de declarações
de dirigentes do Bloco de Esquerda, segundo as quais a referida moção não
tem por objectivo a queda do Primeiro-Ministro, não visa a substituição do
Governo, nem pretende devolver a palavra aos Portugueses, mediante
eleições.

3. Acresce que o Bloco de Esquerda, não só não procurou apoios para a sua
moção, como, estranhamente, se desdobrou em afirmações contra os partidos
da oposição que a podiam aprovar.

4. Os cidadãos condenam – e com razão – a ausência de sinceridade no
discurso político. O Bloco de Esquerda diz que quer censurar José Sócrates,
mas afinal quer mantê-lo no poder; sabe que precisa de apoios para a sua
iniciativa, mas afasta-os.

5. Para um Partido que se apresentou aos Portugueses como novo, diferente e
arrojado, o Bloco de Esquerda revela outra natureza e recorre assim ao que há
de mais “politiqueiro” na política velha.

6. A doutrina do CDS era pública antes desta iniciativa. As moções de censura
não devem ser táticas, tantas são as dificuldades que tantos Portugueses
atravessam. Por isso, só interessam as que promovam uma mudança política
efectiva. Se o Bloco de Esquerda não quer substituir José Sócrates, está a
fazer-lhe, provisoriamente, um favor.

7. Quando anunciou a moção, o Bloco de Esquerda conhecia o nosso
pensamento. Se não fossem sectários, se quisessem mesmo dar aos Portugueses o direito democrático de se desembaraçar deste
Primeiro-Ministro, sabiam que teriam uma reacção positiva da
nossa parte. Deliberadamente, não a quiseram.
Fica até a ideia de que, se o CDS ou porventura o PSD votassem
favoravelmente a moção, o Bloco correria aflito a retirá-la, o que revela o pouco
alcance e a inconsistência da mesma.
Fica até a ideia de que, se o CDS ou porventura o PSD votassem
favoravelmente a moção, o Bloco correria aflito a retirá-la, o que revela o pouco
alcance e a inconsistência da mesma.

8. O CDS, evidentemente, desvaloriza uma moção de censura que não é a
sério. A abstenção é o voto possível.

9. O CDS, consciente das responsabilidades que tem, reafirma que está
disponível para avaliar favoravelmente iniciativas que não sejam sectárias nem
táticas.

10. O CDS reserva-se o direito, de como está escrito no Documento de
Orientação Política sufragado pelos seus militantes, tomar iniciativas sérias e
consensuais que promovam efectivamente a mudança de ciclo político, a saída
do Primeiro-Ministro, e o termo desta política.

Gabinete da Presidência
Lisboa, 14 Fevereiro 2011

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Mensagem de Paulo Portas aos militantes

Paulo Portas

Peço a todos os militantes do CDS que hoje, entre as 15 e as 20h, vão votar. Para Presidente do partido - porque a força do líder vem das bases; para delegados ao congresso, porque neste preciso momento de Portugal é urgente um CDS lúcido, corajoso, forte e consistente; e para as concelhias e distritais (respectivamente 67 e 6 novas estruturas a eleger hoje).

Mesmo aos que já votaram por correio - só para a liderança - peço que vão às sedes e locais de voto, participar nas outras eleições.

Terminada a campanha interna, o meu apelo é institucional: façam a escolha que entenderem, mas participem. O partido é vosso e há um Portugal que pede mudança e tem esperança no CDS.

Pela minha parte, votarei na concelhia de Aveiro às três da tarde.

Com estima,

Paulo Portas.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Apelo de mobilização pelo secretário-geral Lino Ramos

Caro(a) Amigo(a),

Como sabe, decorre no próximo sábado, dia 12, entre as 15h e as 20h, a eleição directa do Presidente do Partido, bem como a eleição dos Delegados ao XXIV Congresso do CDS, e em algumas estruturas, a eleição das diversas Comissões Políticas.

O momento politico que o Partido e o País atravessam, exigem uma resposta clara de todos os militantes do CDS. É altura de sublinhar e reforçar a coesão e força do nosso Partido.

Peço-lhe, por isso, a máxima mobilização e participação nestes actos eleitorais.

Com estima, um abraço amigo,

José Lino Ramos

Secretário Geral

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Assembleia Municipal de Almada - 2º Dia

Assembleia Municipal nos B.V. de Cacilhas - 2º Dia

Seguindo o regimento o segundo dia da Assembleia Municipal de Almada, começou com o Período Aberto aos Cidadãos e com uma intervenção de bastante relevo e preocupação por parte de uma munícipe.
A mesma vem denunciar em Assembleia Municipal o que já tinha feito publicamente ao semanário Sol onde acusa a Câmara Municipal de Almada, nomeadamente os SMAS de praticarem Mobbing - assédio moral no local de trabalho - a um funcionário, acusando mesmo o Vereador responsável de deturpar os factos e de mentir.
A munícipe afirma que o caso é gravíssimo e preocupante e, põe em causa a igualdade de direitos e tratamento discriminatório dos funcionários públicos. Ao que parece o respectivo funcionário encontra-se a trabalhar em condições pouco dignas para a função que exerce existindo mesmo uma forte pressão sobre o mesmo. É lamentável mais uma vez, que os que tanto dizem defender os trabalhadores e assalariados depois lhes coloquem entraves inexplicáveis como está acontecer neste momento. Não queremos acreditar que seja descriminação ou perseguição política, pois independentemente de que partidos forem têm por direito protegido na Constituição às suas livres opções e opiniões políticas.
Na primeira parte já tivemos oportunidade de transmitir que esta sessão deu para cair a máscara e revelar o verdadeiro comunismo, sendo que esta poderá ser bem mais uma; as perseguições e intolerâncias políticas e partidárias antidemocráticas do partido comunista.
Segundo consta, o vereador em causa mentiu sobre a escolha e fundamentação para excluir o trabalhador, mentiu sobre o intuito pretendido pelo tribunal neste caso, mentiu sobre os valores a pagar e sobre a indemnização interposta pelo tribunal, mentindo também, na recolocação do trabalhador e nas condições deploráveis em que o mesmo se encontra no seu local de trabalho.
A resposta dada pelo Sr. Vereador e pelo ex-Vereador da pasta dos SMAS foi o transbordar do copo de água para que a presidente da câmara tivesse uma reacção indigna do lugar que ocupa.
Relativamente a outras intervenções destacam-se as intervenções dos Defensores do Palheiros da Costa da Caparica, que pedem que a câmara tenha atenção a mais um atentado ao património cultural e histórico do concelho e que preserve a sua memória para não fazer exactamente o contrário que tanto gosta de propagandear. Os mesmos afirmam que solicitaram uma audiência com o executivo mas para variar não obtiveram a mínima resposta. Já não é de espantar.
Uma outra intervenção veio de um munícipe que como ninguém, conhece bem os problemas e dramas das famílias pois, lida diariamente com este flagelo que também há em Almada, que é a fome e exclusão social.
Sendo assim, o pároco de Cacilhas, teve a necessidade como cidadão responsável e preocupado e como conhecedor do problema questionar a assembleia do porquê de ter chumbado a proposta do CDS/PP para distribuição aos mais pobres e carenciados do concelho os excedentes alimentícios.
Em resposta a estas questões por parte dos munícipes o Bloco de Esquerda, verdadeiramente incomodado, e percebendo bem que ao votar contra a moção do CDS, o colocou numa situação bastante caricata e confrangedora tendo em conta que passam a vida a dizer que defendem os mais desfavorecidos, e quando se pensava que fossem fazer mea-culpa, eis que para falar bom português "enterraram-se" ainda mais pois, tiveram o descaramento de dizer que, o que o CDS pretende é baixa-política e, que para isso não contribuíam para fazer caridade. Obrigado Bloco de Esquerda por mostrarem à população quem verdadeiramente sois e que quereis. Os mesmos que criticam o governo mas que depois apoiam um candidato presidencial apoiado por aqueles que tanto criticam.
Que hilariante vai ser ver o Bloco de Esquerda, pois não quis ficar fora da fotografia mediática e tal qual comunistas, engolirem os famosos sapos. A primeira lição de comunismo do satélite é começar por aprender a engolir sapos. É caso para dizer que vão no bom caminho. A população de Almada começa a perceber quem realmente é este Bloco de Esquerda.
Relativamente ao partido-mãe, os comunistas saíram logo em defesa do seu aprendiz e afirmam que o CDS, e citamos: "Quer fazer intrujice política!" Com uma resposta desta pensamos que não vale a pena perder muito tempo com partidos que preocupam-se apenas em manter tudo como está para que possam continuar a fazer como os que tanto criticavam e poderem fazer o joguete de arremesso político contra quem está no poder.
A resposta por parte do executivo foi dada primeiramente pelo Vereador José Gonçalves dos SMAS onde reafirma que é verdade o que diz e que no SMAS e no recrutamento dos seus quadros e mobilidade interna, é tudo feito dentro da Lei em favor da empresa e dos trabalhadores e que o mesmo cumpre e honra as decisões dos tribunais.
Tem uma afirmação curiosa, só compreensível tendo em conta a ideologia e o partido que representa, ou seja, afirma que a referida munícipe ofende constantemente as pessoas e que há que ter reserva de tratamento nas questões de recursos humanos e que as mesmas não podem nem devem ser trazidas para a praça pública. Com certeza que o Sr. Vereador aqui teve um momento de equivoco e confundiu a assembleia municipal com alguma reunião do Comité Central do seu partido.
Já no que diz respeito ao cumprimento das ordens dos tribunais como afirma o Sr. Vereador - e sinceramente é normal que os munícipes desconfiem disso pois temos como exemplo o desrespeito pela dignidade do trabalho e pelo estado de direito, pois no caso das Terras da Costa, só não usou abusivamente as forças de autoridade para infringirem a Lei como não respeitou a decisão final do tribunal - tudo foi cumprido. Caso para dizer que temos uma câmara comprovadamente fora-da-lei.
Antes ainda, o deputado municipal da CDU e antigo vereador dos SMAS pediu a palavra para responder à respectiva munícipe numa intervenção meio nostálgica meio intimidatória nem imaginado a assembleia do que vinha a seguir.
O que realmente veio a seguir foi do mais indigno possível de um cargo de presidente de uma câmara como Almada.
A senhora Presidente da Câmara Municipal de Almada, responde à mesma munícipe com um tom altamente intimidatório, agressivo e até injurioso.
A transcrição das suas palavras roça mesmo o ridículo e a indecência de uma presidente de uma câmara que se diz democrática.
O que a mesma respondeu em jeito melodramático deprimente foi uma não-resposta ao que a munícipe perguntou, mas sim uma rajada de insinuações fundamentadas em casos pessoais de defensa da honra num tom de voz exacerbado e alterado para o lugar que ocupa e tudo isto, com o êxtase da bancada municipal do partido comunista. A intervenção da senhora presidente já corre na internet nomeadamente no YouTube, para que toda a gente possa saber o que se passa nas assembleias municipais de Almada que durante muitos anos até parece que eram "clandestinas".
O CDS teve ainda oportunidade de deixar bem claro por parte do deputado Fernando da Pena, que tem conhecimento da situação do trabalhador e do que se passa em relação às suas condições de trabalho estando solidário com as preocupações da munícipe, e que não é de admirar que a Câmara Municipal de Almada tenha este tipo de comportamento pouco democrático e respeitador das Liberdades e Garantias dos cidadãos.
No seguimento do ponto Antes da Ordem do Dia que continuava da última reunião, o PS fez uma intervenção política acerca da Mobilidade ou falta dela nomeadamente no centro de Almada, que com o corte das artérias fulcrais e principais da cidade arrasou completamente com o comércio e vivacidade do coração de Almada. Posição essa, ao qual o CDS, também tem vindo a alertar e se junta a esta mesma preocupação por parte do Partido Socialista.
As intervenções que se seguiram por parte quer da CDU quer da presidente da câmara foram para afirmar que Almada está muito melhor que há uns anos atrás, o que não é de estranhar pois, numa cidade tão grande nem tudo foi mal feito, e que o comércio está em baixa com lojas fechadas, pois as culpas são da crise e das más políticas do governo que levam a que as pessoas não tenham poder de compra.
Não é descabido de todo, mas concentrar toda a responsabilidade do governo no fecho do comércio em Almada e a falta de clientes e pessoas no centro da cidade parecemos muito abusivo e que mais uma vez, sacode a água do capote com um truque muito usado pelos partidos comunistas mas que já está gasto e desmascarado.
É estranho que só está mau no centro de Almada......pois, o AlmadaForum está sempre com níveis de clientes e visitantes muito acima da média.
O AlmadaForum, centro de comércio, aquele exemplo segundo os comunistas, de capitalismo desenfreado e consumista mas que tem estacionamento gratuito em Almada, quando os que visitam o centro da cidade têm de pagar parque. Muito nos contam estes comunistas em Almada....
No seu jeito de comício como já nos habituou a presidente da câmara afirma que o centro de Almada está bem vivo e recomenda-se, dando o exemplo de uma Mostra realizada no centro de Almada por onde passaram 14.000 (catorze mil!) pessoas, facto que estranhamos, e muito, e ainda estranhamos mais como a presidente da câmara conseguiu chegar a esses números que para os demais partidos não passam de malabarismos e propaganda política desesperada e infundada.

Seguiu-se a discussão e aprovação por unanimidade do relatório saído da comissão de trabalho para a revisão dos procedimentos e estatutos da empresa de estacionamento municipal ECALMA, documento e súmula essa, que daremos conclusão mais tarde.

A reunião prosseguiu com a intervenção do PS já na discussão da Actividades Municipal do último trimestre onde denuncia a falta de limpeza e a desertificação do concelho de Almada.
Para o mesmo efeito, o Bloco de Esquerda fala na reabilitação urbana, toca no assunto das AUGI´s, e questiona relativamente à Universidade Sénior. Reafirma ainda no final da intervenção que o Plano de Actividades do executivo tem muitos pontos de interesse.
Na intervenção do CDS o executivo teve oportunidade de saber que para o CDS/PP, Almada continua a ser uma cidade e um concelho demasiado sujo, grafitado, desleixado e inseguro.
Denuncia ainda que a insistência cega e teimosa da manutenção de uma Zona Pedonal que na prática e por Lei não pode ser considerada pedonal, continue a arrasar com o comércio local; a construção do IC32 não respeita como o CDS/PP sempre alertou a paisagem protegida e o património de alto valor histórico; afirma também, que o executivo continua a viver numa realidade virtual agora suportada pelo Bloco de Esquerda.

Na intervenção da CDU pouco há para dizer em comparação com a retórica alucinada que vem vindo a ter ou seja, que o centro de Almada está vazio simplesmente pela culpa do governo.
Já o PSD, afirmou que a limpeza continua a ser um problema no concelho de Almada e a preocupação de algumas vias transitáveis que continuam por arranjar.
Pede ainda o ponto da situação da construção da Estrada Regional 377-2 e denuncia a desertificação e fecho do comércio no centro de Almada.

Na resposta a presidente da câmara Maria Emília de Sousa, afirma que todo o relatório de actividade municipal é redigido e organizado pelos departamentos técnicos competentes para o efeito.
No que respeita às AUGI´s a presidente afirma que todas elas têm sido acompanhadas e continuarão a ser. Ficamos expectantes para ver o que acontece nomeadamente do Vale da Sobreda.
Respondendo aos Grupos Municipais e no que respeita à preocupação que é unânime em relação ao lixo a presidente responde que há que educar as pessoas para não sujarem a cidade. Apesar de até concordarmos que tem de haver mais civismo, não deixa de ser uma resposta bastante curiosa ou mesmo caricata a uma assunto tão preocupante como a falta de limpeza nas ruas do concelho.
Mas o melhor da intervenção da edil estava reservado para o fim. Quando pensávamos que todo o teatro já tinha acabado eis que a presidente da câmara brinda a assembleia municipal respondendo às preocupações com o aumento da criminalidade no concelho por parte do CDS/PP, a mesma afirma que os crimes e insegurança que tem vindo a crescer e a preocupar o concelho são: "Invenções, e uma campanha negra de forças obscuras e anónimas por parte dos jornais para denegrir e atacar a presidente da câmara e o seu executivo"
A esta última parte da intervenção além de lamentarmos profundamente em nome das forças de segurança que tentam dignificar o seu trabalho e sobretudo das vítimas, não vamos sequer dar muita atenção, pois o vamos levar como um devaneio resultante do adiantar da hora que já decorria a assembleia municipal.
Já passava da uma hora da manhã quando o presidente da Assembleia Municipal de Almada José Manuel Maia deu por terminado o segundo dia de trabalhos.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Assembleia Municipal de Almada - 1º Dia

Dia 17 de Dezembro

Finda a época natalícia é hora de fazer o rescaldo da última Assembleia Municipal de Almada que ficará para os anais da história como a assembleia em que se verificou na prática o que é o verdadeiro comunismo, ou seja, hà que manter os desafortunados da sociedade para que o comunismo possa continuar a sobreviver em Almada, mesmo que para isso já tenha caído em todo o mundo. Como alguém já teve oportunidade de afirmar de comunismo até tem muito pouco tratando-se mais de "Emílismo".
A mesma fica marcada pelo tom jocoso com que a presidente da câmara brindou a assembleia a uma resposta a uma munícipe. Só visto em países da América Lat(r)ína.
A Assembleia Municipal de Almada reuniu-se no primeiro dia no ginásio dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas, sala grande, mas muito fria para a condução normal dos trabalhos o que já se pede um local apropriado e destinado única e exclusivamente para a assembleia municipal pois, fazem-se tantas obras e às vezes o que interessa é preterido em favor do mais básico e desnecessário.
Como habitual, a sessão de dia 16 começou com o Período Aberto aos Cidadãos onde se falou da falta de mobilidade e dificuldades que os munícipes e cidadãos portadores de deficiências ou locomoção condicionada têm para fazerem o dia-a-dia nas ruas de Almada. São obras mal sinalizadas, obstáculos inesperados, buracos, lixo, e sobretudo falta de fiscalização e atenção por parte das autoridades competentes na matéria.
Um outro munícipe, mais uma vez, veio denunciar e alertar para a falta de segurança, de barulho e lixo acomulado na zona de Almada-Velha, informando que tem vindo desde há muito a denunciar a situação e que a mesma continua igual sem solução à vista.
Em suas respostas a presidente da câmara Maria Emília de Sousa, no seu já conhecido semblante risonho lá conseguiu mais uma vez, afirmar que a câmara tem muita atenção com as pessoas nomeadamente as portadoras de deficiência física e que está identificada e a ser acompanhada a situação.
No que respeita ao segundo munícipe que já lá o vimos intervir pelo menos três vezes, e ao que parece nada é resolvido, a mesma indicou que a situação está controlada e que, para variar, está identificada a situação. Soluções é que não há, dizemos nós.

O Período Antes da Ordem do Dia iniciou com um voto de pesar aprovado por unanimidade e um minuto de silêncio pela morte do presidente do Beira Mar Atlético Clube de Almada, ao qual apresentamos as devidas condolências à família e amigos.
Foi ainda apresentada uma Saudação ao SMAS subscrito por todas as Juntas de Freguesia do concelho de Almada.
No que respeita às moções neste mesmo período foram apresentadas dezassete entre os Grupos Municipais.
A CDU apresentou a Moção Orçamento de Estado para 2011 ao qual teve o voto Contra do CDS pois, entendemos que se trata de um documento, salvo algumas considerações que até concordamos, demasiado ideológico e tendencioso tentando mais uma vez, englobar e responsabilizar o CDS nas más políticas do governo socialista ao qual não podemos concordar nem admitir.
A Moção Contra a Extinção do Transporte Fluvial na Trafaria, teve o voto a Favor do CDS pois, concordamos que aquela freguesia já de si tão mal desenvolvida não pode ficar carenciada de um bem tão precioso como o transporte fluvial para Lisboa.
Mais um voto a favor por parte do CDS na Moção da CDU acerca da necessidade de um espaço digno, necessário e urgente à instalação da Loja do Cidadão.
A Moção CDU de Saudação à última Greve Geral teve o voto Contra por parte do CDS pois, trata-se de uma moção mais uma vez, cheia de conteúdo ideológico ao qual rejeitamos veemente e tendo em conta também, que não é com greves partidárias e manipuladas que se resolvem os reais problemas do país.
Mais uma Moção da CDU aprovada com o voto a Favor do CDS em Defesa do Teatro Azul - Teatro Municipal de Almada que presta um serviço de bastante qualidade (raro) em Almada, e que viu ser cortado consideravelmente os apoios por parte do Ministério da Cultura.
Já na Moção sobre a Alteração ao PROT-AML a Bancada Municipal do CDS propôs a votação por pontos ao qual foi rejeitada pelo proponente, a CDU, tendo por isso votado contra na totalidade do documento. A mesma inclui boas medidas para a freguesia da Trafaria, mas tem outras que achamos demasiado vagas e ambíguas e na impossibilidade de votação ponto por ponto o voto do CDS foi Contra.

Nas moções apresentadas pelo PS destaca-se a moção sobre as acessibilidades e mobilidade para pessoas com deficiência no concelho de Almada.Teve o voto a Favor do CDS.
A Moção sobre o Prémio Nobel da Paz atribuído a Liu Xiaobo, teve como não podia deixar de ser, o voto a Favor da bancada do CDS sendo já de esperar o voto Contra dos comunistas. Lamentável para quem se diz defensor da Liberdade contra as Ditaduras.
Já na moção dos resultados do PISA 2009, o CDS votou contra, pois embora os resultados possam ter sido significativamente melhores não deixamos de largar o último lugar e não podemos ficar satisfeitos nem vangloriar com isso pois, é manobrar mesmo que inconscientemente a nossa posição de mau aluno.

As moções do PSD sobre a Loja do Cidadão e a Solidariedade e Combate à Pobreza, como não podia deixar de ser, tiveram o nosso apoio e voto favorável.

Nas moções do Bloco de Esquerda Contra a Violência Doméstica, a Saudação ao Teatro Municipal de Almada e a Defesa do Centro de Saúde na Costa da Caparica, tiveram o voto a Favor por parte do CDS.

Aproveitamos desde já para deixar um esclarecimento em relação à postura da Bancada Municipal do CDS/PP em Almada, tal como o seu sentido de voto nos mais variados assuntos, ou seja, o CDS/PP vota em consciência e em liberdade de expressão e de voto tendo em conta as matérias e assuntos que acha conveniente. É no entanto, lamentável, que as bancadas do partido comunista e do bloco de esquerda votem praticamente tudo, e sempre contra o CDS, só porque são propostas da Direita Democrática e do CDS. Este comportamento reprovável só demonstra irresponsabilidade como também, demonstra que estes dois partidos só estão interessados neles próprios não querendo saber se as propostas e ideias do CDS são benéficas ou não para as populações.
A CDU dá constantemente esse exemplo, o bloco de esquerda começou logo a dá-lo na primeira sessão de assembleia municipal quando da abstenção em relação à Defesa das Terras da Costa.
Lamentável forma de fazer política. O Povo os julgará.

No que respeita às moções apresentadas pelo CDS, tecemos aqui algumas considerações que devem ser públicas devido à gravidade nomeadamente das justificações e independentemente da liberdade democrática que todos devemos preservar.

O CDS/PP começou por apresentar uma moção onde pretendia que o conhecido jardim do castelo em Almada-Velha, fosse oficialmente rebaptizado de Jardim D. Sancho I, segundo Rei de Portugal, e concedeu o Foral a Almada, tendo a importância que se reconhece quer na história de Portugal quer para a história de Almada.
A moção incluía ainda um concurso que seria realizado entre as associações, escolas e universidades do concelho para dedicar e criar um monumento alusivo a D. Sancho I ou à efeméride.
Inexplicavelmente ou não, a CDU/Partido Comunista, com o seu sectarismo e hipocrisia, alega ridicularizando a moção do CDS/PP, que D.Sancho I não tem o relevo na história de Almada que o CDS lhe pretende dar pondo em causa o papel fulcral que o mesmo teve no concelho.
Alega ainda com esta justificação fantástica, só mesmo vinda do partido comunista, que: "Não somos monárquicos por isso votamos contra" . É caso mesmo para dizer, há coisas fantásticas vindas do partido comunista português. Mais engraçado é, quando utilizam a mesma figura para identificar Almada em variadas publicações.
Espanta-se ainda com a possibilidade de um concurso público entre as demais entidades do concelho de Almada. Curioso.... vindo de quem vem..... quereriam o quê? Um concurso privado? Estes comunistas em Almada estão nos sempre a surpreender. No entanto, só quem não sabe como funciona a máquina propagandistica do PCP em Almada, é que acredita na sua boa vontade, pois o que os mesmos não querem é que todo o tipo de arte(!?) e esculturas(!?) de gosto e estética duvidoso deixem de ser atribuídos aos seus camaradas artistas(!?).
O que se passou aqui foi uma recusa ideológica e persistente do partido comunista que em nada permite do que venha dos outros e depois tem ruas, avenidas, bustos e estátuas, edifícios e até as célebres pichagens ilegais mas que para o PCP, é uma lei que só existe em Almada(!).
Já estamos mesmo a imaginar que algo já deve estar a ser magicado para a alternativa a D.Sancho I no respectivo jardim não vá um dia a câmara passar de mãos e o camarada Fidel deixar de ter uma estátua ou o nome de um jardim. Mais uma vez, lamentável e absurdo.
O mais recente satélite do PCP, o Bloco de Esquerda, como não podia deixar de ser foi atrás e votou contra alegando que já existe uma rua próxima com o mesmo nome. Perguntamos: e daí?
Como esta nova maioria funciona tão sincronizada.
A moção em Homenagem a Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa, foi chumbada com os votos Contra dos comunistas e do seu satélite alegando que já fizeram durante anos esta homenagem e que basta de tanta homenagem.
A moção que mais chocou o CDS com o sentido de voto cego e irresponsável por parte da nova maioria e que sinceramente não estávamos nada à espera do seu desfecho, foi a Moção/Recomendação para travar o desperdício e excedentes alimentares.
A falta de responsabilidade e de ética desta esquerda radical e cega dá para tudo.
A respectiva moção servia para combater os desperdícios e excedentes alimentícios das cantinas, restaurantes, cafés, snack bares e afins, onde a câmara municipal criaria as condições necessárias e faria a ponte entre as demais entidades para puder distribuir pelas famílias carenciadas do concelho à semelhança do que já existe noutros concelhos essa mesma comida. Em tempos de crise á que matar a fome de quem mais precisa.
O mais repugnante que poderíamos ouvir veio das bancadas da CDU e do seu satélite Bloco de Esquerda, onde acusaram o CDS/PP de aproveitamento político, de querer fazer "caridadezinha", de baixa política, e o partido comunista ousou mesmo dizer que se tratavam de injúrias.
Esta posição cega, sem nexo e sem fundamento lógico por parte da esquerda radical que passa a vida a falar em nome dos mais pobres e desfavorecidos, num abrir e fechar de olhos caiu-lhes a mascara.
Centenas de famílias no concelho de Almada ficarão graças ao sectarismos cego dos comunistas e trotskistas do bloco de esquerda impossibilitados de terem essa ajuda de combate à fome.
Alegam ainda que o que é preciso é criar emprego e não passando a citar o BE: "Levar as sandezinhas à boca das pessoas".
A Demagogia é tanta e o desespero de ver boas propostas e ideias apresentadas e aprovadas por outros leva-os a dizer barbaridades destas como se o CDS estivesse no governo ou nunca tenha apresentado outras propostas para melhorar a vida por portugueses, ou ainda, como se o CDS fosse um centro de decisões rápidas e de emprego. Mas se assim é, porque a Câmara Municipal de Almada não resolve o problema e cria empregos para toda a gente do concelho?
Não podemos deixar de afirmar que esta tomada de posição da esquerda radical em Almada, foi divulgada nos meios de comunicação social o que os irritou severamente. Já diz um velho ditado: "Quem anda à chuva molha-se..."
Os Almadenses a seu tempo os julgarão.

Moções - Sentido de Voto*

CDU - Partido Comunista e Os Verdes

Moção Orçamento de Estado 2011

CDU- Favor PS- Contra PSD- Contra BE- Favor CDS- Contra Aprovado por Maioria

Moção Contra Extinção do Transporte Fluvial da Trafaria: CDU- Favor PS- Favor PSD- Favor BE- Favor CDS- Favor Aprovado Unanimidade

Moção Alteração PROT-AML: CDU- Favor PS- Favor PSD- Favor BE- Favor CDS- Contra
Aprovado por Maioria

Moção Corte de Apoios ao TMA: CDU- Favor PS- Contra PSD- Favor BE- Favor CDS- Favor
Aprovado por Maioria

Moção Saudação Greve-Geral: CDU- Favor PS- Contra PSD- Contra (c/1 abstenção)
BE- Favor CDS- Contra Aprovado por Maioria

Moção Loja do Cidadão: CDU- Favor PS- Favor PSD- Abstenção BE- Favor CDS- Favor
Aprovado por Maioria

PS - Partido Socialista

Moção Acessibilidades para pessoas com deficiência: PS- Favor CDU- Contra
PSD- Favor BE- Favor CDS- Favor Rejeitado por Maioria
Moção Nobel da Paz Liu Xiaobo: PS- Favor CDU- Contra PSD- Favor BE- Favor
CDS- Favor Rejeitado por Maioria
Moção Resultados PISA: PS- Favor CDU- Contra PSD- Favor BE- Favor CDS- Contra
Rejeitado por Maioria


PSD - Partido Social Democrata

Moção Loja do Cidadão: PSD- Favor CDU- Contra PS- Favor BE- Abstenção CDS- Favor
Rejeitada por Maioria

Moção Contra a Pobreza: PSD- Favor CDU- Contra PS- Favor BE- Favor CDS- Favor
Rejeitada por Maioria


BE - Bloco de Esquerda

Moção Um Centro de Saúde na Costa da Caparica: BE- Favor CDU- Favor PS- Favor
PSD- Favor CDS- Favor Aprovado por Unanimidade

Moção Contra a Violência Doméstica: BE- Favor CDU- Favor PS- Favor PSD- Favor
CDS- Favor Aprovado por Unanimidade

Moção Saudação Teatro Municipal Almada: BE- Favor CDU- Favor PS- Contra
PSD- Favor CDS- Favor Aprovado por Maioria


CDS/PP - CDS/Partido Popular

Moção Dar Lugar à História-D.Sancho I: CDS- Favor CDU- Contra PS- Favor
PSD- Favor BE- Contra Rejeitada por Maioria

Moção Saudação a Adelino Amaro da Costa e Sá Carneiro: CDS- Favor CDU- Contra PS- Favor PSD- Favor BE- Contra Rejeitada por Maioria


Moção Contra o Desperdício Alimentar: CDS- Favor CDU- Contra PS- Favor
PSD- Favor BE- Contra Rejeitada por Maioria

*se algum dos sentidos de voto não corresponder à realidade dos factos as mais sinceras desculpas pelo lapso.

Finda a votação terminou por volta da uma da manhã o primeiro dia de Assembleia Municipal de Almada.




domingo, 19 de dezembro de 2010

Verdade seja dita


Extraordinária notícia do “Expresso”: administradores da gerência Oliveira e Costa no BPN continuam a ser pagos pelo BPN, ou seja pela CGD, ou seja pelo contribuinte.

Nuno Melo afirmou em Braga - e afirmou muito bem - que o CDS vai perguntar ao ministério das finanças quantos, quanto, como e em que condições.

Por Paulo Portas


sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Vergonha Municipal - Partido Comunista chumba ajuda aos mais pobres

Por norma a concelhia só faz o resumo das assembleias municipais no final das mesmas mas neste caso, é imperativo que esta situação por nós considerada repugnante por parte do Partido Comunista e do Bloco de Esquerda ontem na primeira sessão da Assembleia Municipal de Almada, seja desde já denunciada para os Almadenses perceberem de uma vez por todas o que são estes dois partidos.
A Bancada Municipal do CDS/PP apresentou uma Moção/Recomendação com o nome "Travar o Desperdício Alimentar" onde se recomenda à Câmara Municipal de Almada que crie as condições necessárias para que à semelhança de outros concelhos, os excedentes dos restaurantes e cafés possam ser distribuídos pelas famílias mais desfavorecidas do concelho de Almada.
Ora, o partido comunista no seu profundo rancor e raiva que nutre contra o CDS votou contra a respectiva moção, impossibilitando que os mais pobres possam vir a ter diariamente refeições cedidas gratuitamente pelas diversas instituições e restaurantes, alegando que não estamos em altura de fazer caridade, e que não é essa a função da câmara municipal afirmando ainda que se trata de uma medida demagógica por parte do CDS.
Como já era de esperar, o Bloco de Esquerda votou também contra a mesma moção alegando que, e passamos a citar: "não é caridadezinha que é preciso fazer; não temos agora de ir levar a comidinha à boca das pessoas".
Repugnantes estes argumentos numa altura de crise e de grandes dificuldades.
Daqui só tiramos uma conclusão: quer o Partido Comunista e a Câmara Municipal de Almada quer o Bloco de Esquerda, não suportam ouvir falar sequer de boas medidas que tornem a vida das pessoas mais digna. O que estes dois partidos querem é a manutenção destas situações para poderem continuar a sobreviver politicamente e captar o voto dos mais desesperados.
Espanta-nos o facto, de o Bloco de Esquerda em Almada, justificar o voto a favor do Plano e Orçamento da CMA para 2011 com a contrapartida da criação de uma casa para os sem-abrigo mas que pelos vistos, não lhes quer matar a fome.
Atitude Vergonhosa destes dois partidos que merecem que as pessoas os julguem.
Denunciemos esta situação.
Comunicado
O CDS/PP manifesta a sua mais profunda indignação pelo sentido de voto do Partido Comunista Português que suporta o executivo camarário ontem na Assembleia Municipal de Almada, rejeitando uma proposta de recomendação à Câmara Municipal de Almada, apresentada pela Bancada Municipal do CDS/PP sobre os desperdícios e excedentes alimentares provenientes diariamente dos restaurantes, cantinas, cafés e afins.
A proposta visava a criação de sinergias por parte da câmara municipal tal como auxiliar as condições estruturais na procura de meios, equipamentos e parceiros de programas contribuindo para que estas refeições à semelhança do que já ocorre noutros concelhos possam chegar às famílias mais carenciadas.
O Partido Comunista Português habilmente, alega que não é altura de fazer caridade e que se trata de uma proposta demagógica para marcar agenda política.
O CDS/PP rejeita totalmente este tipo de argumento de um partido que não está verdadeiramente interessado em resolver os problemas das famílias e dos mais desfavorecidos mas sim mais interessado em preservar o seu sectarismo cego mesmo que para isso ponha em causa direitos e garantias neste caso a subsistência alimentar.
O Bloco de Esquerda seguindo os mesmos argumentos votou ao lado do Partido Comunista Português.
Numa altura de verdadeira crise e de desemprego é reprovável este tipo de atitude e comportamento verdadeiramente insensível e imoral.
CDS/PP Almada

sábado, 4 de dezembro de 2010

30 Anos de saudade

Passam hoje 30 anos do "acidente" aviação em Camarate que vitimou Francisco Sá Carneiro fundador do PPD e Adelino Amaro da Costa fundador do CDS.
Exemplo de dedicação à causa política e ao país o rumo que Portugal tomou durante estes últimos 30 anos seria de certeza outro se não tivesse acontecido este fatídico destino.
Homens de coragem e seriedade não alinhavam em jogos políticos que não tivessem nada a ver com a condução responsável e séria do país.
Provavelmente assassinados por uma mão anónima e cobarde que traçou e interrompeu o percurso das suas vidas e dos que os acompanhavam naquele voou trágico em direcção ao Porto.
Em dia de merecida homenagem a estes dois Homens tão carismáticos e queridos dos portugueses, não será hora de especular nem apontar responsáveis na certeza porém, que esse mesmo debate e investigação, terá de ser reaberto em nome da Verdade e em nome da Democracia.
Todo o CDS e a concelhia de Almada juntam-se às sentidas e honrosas homenagens a Adelino Amaro da Costa e Francisco Sá Carneiro.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Recordar Amaro da Costa e Sá Carneiro - Por Paulo Portas

Paulo Portas
Este é um convite a todos os amigos desta página que admiram a memória política de Sá Carneiro e Amaro da Costa: no próximo Sábado passam 30 anos sobre a sua morte e vamos lembrá-los com dignidade.

Os institutos Amaro da Costa e Sá Carneiro juntaram-se para uma celebração em comum. Sábado às 17h haverá missa na Basílica da Estrela, em Lisboa. Duas horas depois, na Universidade Católica, haverá uma cerimónia política inovadora:António Capucho (PSD) discursará sobre Amaro da Costa e José Luis Vilaça (CDS) fará o mesmo sobre Sá Carneiro.

Mesmo os adversários políticos reconhecem que eram dois políticos excepcionais. Fazem parte da nossa história enquanto nação. Constituem exemplos superiores neste regime. E não é simplesmente possível pensar ou compreender o CDS e o PSD sem os analisar à luz do contributo determinante de um e outro.

Trinta anos depois da tragédia de Camarate - que o Estado de Direito que (não) somos foi até hoje incapaz de esclarecer - temos o dever de prestar uma homenagem justa e criadora a estas duas grandes personalidades fundadoras do CDS e do PSD.

Pessoalmente, faço-vos este convite com especial empenhamento. Por duas razões que se sucedem no tempo. Já muitas vezes referi que não teria tido vocação política se não tivesse sido contagiado pelo carisma de Sá Carneiro. Foi o primeiro político português que admirei sem reservas. Muitos anos depois, fui eleito presidente do CDS. Conheci então a extraordinária reputação - doutrinária, estratégica, pessoal - que Amaro da Costa deixou entre as bases e os dirigentes do CDS. Ainda hoje, é o fundador mais querido.

Por tudo isto renovo o convite - celebremos dignamente a memória destes dois portugueses invulgares.


Por Paulo Portas

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Comunicado urgente - Violência grave no concelho de Almada


Relativamente aos últimos acontecimentos graves ocorridos em termos de segurança no concelho de Almada que culminaram com o espancamento de um polícia quando fazia uma detenção, a Distrital do CDS/PP pela mão do seu presidente Nuno Magalhães emite o seguinte comunicado:

COMUNICADO

A C.P.D do CDS-PP de Setúbal, confrontada com a noticia publicada hoje, no Correio da Manhã, em que dá conta de um agente da PSP ter sido agredido violentamente em serviço, tendo inclusivamente recebido tratamento hospitalar e em que o alegado criminoso detido em flagrante delito, não só não foi , como devia, julgado em 48h, como foi libertado imediatamente e antes mesmo do agente agredido ter recebido alta hospitalar, vem tomar a seguinte posição:

1 – Solidarizar-se com o agente agredido, bem como com a sua familia;

2 - Prestar homenagem a todos os homens e mulheres da Divisão da PSP de Almada que visitámos no passado dia 8 de Novembro;

3 – Denunciar que casos como este, infelizmente, começam a ser cada vez mais a regra e não a exepção, o que já seria por si só condenável;

4 – Denunciar que, casos como este, consequência de leis penais permissivas e aprovadas na sequencia do Pacto de Justiça do PS-PSD, desautorizam as forças de segurança, desprestigiam os tribunais e ridicularizam ao extremo o Estado de Direito Democrático em que é suposto vivermos;

5 – Pelo que, e apesar das propostas do CDS de alteração ao CPP serem constantemente rejeitadas, o CDS voltará a reapresentar propostas no sentido de tornar o julgamento rápido em 48h, de casos como este uma regra.

Setúbal, 11 de Novembro de 2010

O Presidente da C. Politica Distrital Setubal

(Nuno Magalhães)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Corsários da Modernidade - Parte II

Com o país pouco mais que à beira da bancarrota e sem rumo, o Governo pede a todos os portugueses que em sentido de missão e patriotismo façam um esforço para conseguirmos atravessar esta enorme crise em que se encontra o país.
Crise que segundo o nosso primeiro-ministro, tal qual leishmaniose fulminante, deu-se em quinze dias. Um verdadeiro cataclismo económico, financeiro e social em que só acredita na sua hilariante origem quem realmente como José Sócrates, se encanta com contos de fadas a preto e branco.
O primeiro ministro de Portugal continua na sua senda literalmente cor-de-rosa de que o país apesar de mais dificuldades, de mais impostos, de menos investimento na saúde e na educação entre outras, estamos na vanguarda dos países mais desenvolvidos da União Europeia gabando-se de que até o desemprego estabilizou (estamos em época estival).
Tudo está bem nesta "casa portuguesa".
O pão e o leite sobem, os subsídios de quem realmente necessita descem ou são mesmo cortados, os investimentos para criação de emprego jovem acabam, e até os pensionistas são verdadeiramente prejudicados por este governo que não olha a meios para que sejam os mais pobres a pagar a factura de anos de desgovernabilidade.
Já não bastava os maus orçamentos que temos tido ao longo dos anos, ainda levamos com os PEC´s que para nós é mais um "Plano de Empobrecimento do Cidadão" do que outra coisa, temos ainda o governo a ameaçar com mais impostos encapotados e mais restrições. Ora, o país e os portugueses já terão atingido o tecto máximo de esforço para contribuir para o abrandar da crise sendo pois, insustentável as famílias pagarem mais impostos. É impossível.
Contudo, preparam-se mais impostos disfarçados de medidas e reformas pois, as deduções no IRS com educação e saúde e as deduções para os pensionistas vão agudizar de forma drástica a vida de milhões de portugueses que vão ver o seu poder de compra cada vez mais reduzido.
Este problema grave resume-se tão facilmente como dois mais dois serem quatro pois, com a redução do poder de compra por parte dos consumidores, o comércio e as empresas deixam de ter lucros pois faltam quem compre os produtos, levando ao desemprego e falências que originam novamente nova falta de poder de compra criando-se esta bola de neve muito perigosa e alarmante para a continuidade de uma sociedade plena e equilibrada.
De quem é a culpa da crise? É do mundo em mudança. Mudança em quinze dias e do aumento do petróleo diz o nosso primeiro ministro.
Pois nós achamos que a culpa é das políticas despesistas deste governo socialista que tem vindo ao longo das suas maiorias absolutas a delapidar toda estrutura, económica, social e financeira do país.
Os abusos nas despesas, nos gastos e da dívida pública levaram a que Portugal esteja muito próximo de pedir ajuda formal internacionalmente, pois a cegueira em persistir em manter certas obras públicas e aumentar até despesas desnecessárias levaram o país para um beco sem saída durante várias gerações.
Pegando nas palavras do presidente do partido Paulo Portas no Parlamento, se já não tem arte nem engenho para governar saía Sr. Primeiro-Ministro, e deixe governar quem melhor rumo dará ao país.
O CDS como partido responsável e preparado para assumir as suas responsabilidades insiste em que o código contributivo seja adiado e novamente discutido dando o exemplo de que se pode e muito remediar o mal que tem vindo a ser feito.
José Sócrates ganhou as legislativas do ano passado mentindo descaradamente aos portugueses e prepara-se para mentir novamente na discussão do próximo orçamento.
A Antítese do Robin Hood está à vista.

António Pedro Maco
Presidente CDS/PP Almada


segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A Almada de Hoje

Mais uma vez e perguntando onde estará a beleza de Almada, após esta “revolução” de obras que foram feitas do Metro de Superfície. Não existe, Almada está cada vez mais sem apoios, quer a nível de munícipes quer a lojistas. Temos cada vez mais lojas do dito centro comercial ao ar livre fechadas, temos as ruas cada vez mais sujas com caixotes imundos e sobrelotados de lixo urbano, os dejectos deixados pelos cães, as calçadas novas já estragadas e os passeios cheios de ervas daninhas.

Claro que nem tudo é mau, temos um Flexi-Bus que nos faz um passeio agradável pelas ruas e zonas históricas de Almada, uma ideia óptima e uma grande iniciativa pela parte da Câmara Municipal de Almada, mas também tem os seus contras …. O preço dos bilhetes é demasiado alto para um serviço municipal que pratica e deixa-o quase sempre a andar em vazio.
Ao longo do percurso passamos por locais que já deveriam ter sido remodelados e restaurados pela CMA á bastante tempo, e que para a publicidade de campanhas políticas já serviram. Agora servem para mostrar o esquecimento deles e do que foram ao longo dos anos. Um dos quais é a mítica e centenária associação recreativa da Academia Almadense, que da fachada em obras mostra um desleixo e um enorme perigo de derrocada.
A sala do teatro e a sala de convívio outrora cheia de vida onde se juntavam os sócios e não só, durante os dias.

Outro foi em J unho de 2007 quando se anunciou a aquisição da CMA da Ermida do Espírito Santo, mais conhecido pelo “Salão das Carochas”. Para ser o futuro centro de Artes da Associação de Professores de Almada. Este lugar de muitas historias hoje degradado á espera também de uma restauração, não desde 2007, mas muito anteriormente a essa data.

Isto é a Almada de hoje !!!!
Jorge Fernandes
Secretário da CPC Almada e ex-candidato à Junta F. de Almada pelo CDS/PP

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Bloco de Esquerda - Hipocrisia a quanto obrigas

"Faz o que digo, não faças o que eu faço"
Ainda a propósito da Corrida de Toiros do CDS nas Caldas da Rainha, um protesto apoiado pelo Bloco de Esquerda teve lugar à entrada da Praça de Toiros com o intuito de acusar o CDS/PP de barbárie e de apoiar os maus tratos de animais.
A discussão acerca das touradas já está esclarecida; aliás, o presidente do partido já foi bem claro afirmando que o CDS irá sempre apoiar as tradições, usos e costumes nacionais ao qual desde sempre se incluem as corridas de touros.
O mais insólito, revelador de tamanha hipocrisia e até de mau gosto, foi o Bloco de Esquerda promover acções contra eventos do CDS/PP, neste caso a tourada, quando em Salvaterra de Magos, a única câmara do Bloco de Esquerda, aí já não as contestam como ainda as promovem com pompa e circunstância.
A falta de frontalidade e de carácter, tal como a hipocrisia, continuam a marcar muitas das agendas do Bloco de Esquerda nomeadamente contra o CDS que apelidam de grandes capitalistas, mas são os mesmos que vestem camisas Façonnable e pólos Lacoste, e no fim quem apoia e vota a favor das grandes obras-TGV e nova travessia do Tejo- em tempos de crise é o BE.
O que interessa para esta radical e extrema-esquerda snob é o bota a baixo até à vitória final mesmo que isso ponha em dúvida os seus próprios actos.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

CDS/PP Almada na Comunicação Social - Artigo de Opinião

O Notícias de Almada desta semana tem na sua rubrica de opinião, o artigo do deputado municipal do CDS/PP António Pedro Maco.

Artigo "Notícias de Almada"

Não basta propaganda, há que cumprir

A Assembleia de Freguesia da Sobreda numa das suas anteriores sessões, aprovou por unanimidade uma moção apresentada pelo representante do CDS, Eugénio Duarte, para que os transportes públicos possam circular no Vale da Sobreda.
Como já é do conhecimento público, no Vale da Sobreda, os seus moradores utilizam fossas sépticas, não há transportes públicos, o lixo amontoa-se nas ruas e maior parte das estradas são praticamente intransitáveis devido ao facto de não estarem asfaltadas nem calcetadas.
Temos também, conhecimento que as pessoas que utilizam as fossas sépticas estão algumas delas a ser taxadas indevidamente na factura da água por um serviço de tratamento que não estão a usufruir.
Voltando à questão dos transportes públicos no Vale da Sobreda, é pois, imperativo que as estradas sejam asfaltadas, as ruas calcetadas e sinalizadas para que os mesmos possam circular à vontade e em segurança no Vale da Sobreda, pois, aqueles Almadenses que também pagam taxas e impostos, vivem "guetizados" e marginalizados dentro do concelho de Almada. Será porque estão "escondidos" dentro de um vale?
Uma outra situação que pode-se mesmo considerar um desgosto para todos os Almadenses e não só, é a nossa zona ribeirinha.
É lamentável como se deixa chegar a margem de um rio que atravessa uma capital europeia no estado deplorável em que se encontra a nossa zona à beira-tejo.
Cacilhas-Ginjal, Porto Brandão, e Trafaria são o exemplo de má gestão, e falta de empenho e de visão estratégica no ordenamento do território.
Ao longo da margem deparamo-nos com fábricas desactivadas e abandonadas, a escarpa em condições duvidosas de segurança, lixo, e todo um património histórico-cultural abandonado e desprezado, tal como algumas famílias que vivem em péssimas condições de habitação.
Almada e a margem sul do Tejo, há muito que viraram costas ao rio.
Como é possível um país, uma capital, investir tudo numa das margens e deixar a outra ao abandono?
Como é possível continuarem a preocuparem-se e a investirem no eixo ribeirinho norte e esquecer a margem sul?
Será assim tão difíceis os governos e a autarquia resolveram uma questão que é de interesse de todos?
A natureza deu-nos esta maravilha ímpar e é tão mal aproveitada.
Não é possível ter uma cidade desenvolvida, moderna e direccionada para o turismo quando apresenta um cartão-de-visita desolador, desleixado e votado ao abandono, como também não é possível, uma capital que se quer cosmopolita e mundial no séc.XXI desprezar a margem do seu rio.
É necessário agir para que não mirem de Lisboa a margem sul como de um Cabo das Tormentas se tratasse.
O rio deve unir e não separar.

Noutra questão, a Câmara Municipal de Almada foi obrigada pelo Tribunal de Almada, que aceitou a providência cautelar interposta pelos agricultores lesados pela invasão das terras, a retirar a cerca que colocou nas Terras da Costa, para impedir que os mesmos possam exercer a sua livre actividade.
De lembrar que aqueles terrenos agrícolas são uma excepção única na Europa, opinião defendida pelo Arqt.º Ribeiro Telles do qual o CDS/PP corrobora.
António Pedro Maco
Deputado Municipal CDS/PP