Mostrar mensagens com a etiqueta Estados Unidos da América. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Estados Unidos da América. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Verdade seja dita

Paulo Portas Wikileaks, telegramas e parlamento, por uma questão de principio,não.
"Nem todas as questões políticas são de princípio mas há princípios que iluminam os dilemas políticos.

Ontem no parlamento o CDS foi o único partido a falar de princípios numa questão cuja exploração é tentadora mas que remete directamente para os princípios da segurança internacional e da missão inalienável dos diplomatas. Refiro-me ao pretenso debate - este ou qualquer outro - sobre um telegrama da embaixada dos Estados Unidos da América em Lisboa.

Qualquer pessoa com um mínimo conhecimento de historia diplomática (ou um módico de sentido de estado) sabe que a missão de uma embaixada é defender os interesses permanentes do Estado que representa. O trabalho dos diplomatas é por natureza reservado, discreto e não raro secreto. Por isso mesmo a sua correspondência é sujeita a classificação e nas melhores democracias do mundo há regras estritas que só permitem a abertura dos arquivos (por exemplo para finalidades científicas) décadas depois.

O que está a suceder com o Wikileaks é uma violação pura e simples da reserva e do segredo de Estado na área diplomática e essa violação põe em risco físico e profissional diplomatas, militares e funcionários. Aceitar discutir o conteúdo de um ou mais telegramas é coonestar, ser cúmplice ou até patrocinar essa violação e esse risco. O CDS não o fará - por uma questão de princípio. Ponto final, parágrafo.

O entusiasmo do PCP e do Bloco tem aliás uma límpida resposta: esperamos vê-los furiosamente adeptos da revelação da correspondência diplomática de Cuba, da Coreia do Norte, do Irão ou da Albânia.

Senti verdadeiro orgulho em liderar um partido que perante o chinfrim se mantém seguro; e que mantém princípios.


Por Paulo Portas

sábado, 11 de setembro de 2010

O Mundo não pode esquecer

Passam hoje nove anos dos terríveis atentados perpetrados por radicais islâmicos que pretendem apenas a destruição da humanidade dos não crentes.
Milhares de pessoas pereceram naquele dia, e ainda hoje as marcas estão bem visíveis.
O mundo mudou e muito desde esse dia.
A segurança aumentou, a desconfiança vai no mesmo caminho, e é preocupante a intolerância religiosa desde então.
A humanidade tem de perceber que vivemos debaixo de um só Deus, e que esse Deus, é Amor e não ódios, guerras, traições pois, está em causa toda a humanidade.
O mundo não deve esquecer este dia, como não devemos esquecer outros dias em que de ambos os lados, se cometeram atrocidades a seres humanos, quer física quer psicologicamente.
Não devemos também, desviar atenções e maximizar o que embora ridículo e não aceitável, quer chamar as atenções, desviando do que é verdadeiramente importante, a Fraternidade e a Paz.
Os muçulmanos livres de dogmas e perfeitamente conscientes das suas crenças, sabem perfeitamente que não será uma espécie de fardaleiro que os irá desviar do caminho da Paz e levar a vinganças.
Os tais das vinganças, são os mesmos assassinos e cobardes do 11 de Setembro, que não perdem uma oportunidade para em nome da crença da maioria levar até aos seus mais altos instintos a morte para as ruas.
Não podemos permitir que um conjunto de selvagens primitivos em pleno séc.xxi, mas como se vivessem na pré-história, tratem as mulheres da maneira que são tratadas em alguns países a coberto de supostas leis divinas, como também, certas condenações barbaras concretizadas de forma desumana e com julgamentos duvidosos.
O mesmo apelo fazemos aos Estados Unidos da América, o tal país civilizado mas que tem ainda em muitos estados a Pena de Morte.
O seu fim é um imperativo.
Que o mundo caminhe em Paz.